Um manifesto cobra apuração no STF enquanto críticas a André Mendonça superam apoio nas redes pela primeira vez desde o início do embate do ministro com Alexandre de Moraes. Os dois movimentos aumentam a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal diante da crise envolvendo integrantes da Corte, a Polícia Federal e o caso Banco Master.
Intitulado “Pela Lei e pelo Brasil”, o manifesto foi divulgado nesta quarta-feira (9) e reúne 157 assinaturas. Entre os signatários estão o apresentador Luciano Huck, a empresária Luiza Helena Trajano, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, os economistas Gustavo Franco, Ana Carla Abrão, Ana Paula Vescovi e Elena Landau, além do ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega, do compositor Nelson Motta e do ex-ministro da Casa Civil Pedro Parente.
O documento defende uma apuração completa, rápida e independente dos fatos e das responsabilidades relacionados à crise. Também pede o afastamento cautelar de pessoas formalmente investigadas e a adoção de um código de conduta obrigatório para as cortes superiores e os órgãos responsáveis por investigações e acusações.
Segundo a CNN Brasil, os signatários afirmam que as informações já divulgadas sobre a investigação do caso Master prejudicam a confiança da população na Justiça. O grupo sustenta que as suspeitas alcançam ministros do Supremo, as cúpulas da Polícia Federal e do Ministério Público, integrantes do Congresso e pessoas próximas aos ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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A mobilização ocorre no momento em que André Mendonça enfrenta uma mudança na avaliação das redes sociais. Levantamento da Ativaweb DataLab, divulgado pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, identificou 3,6 milhões de novos registros na terça-feira (8).
Do total de interações que citaram Mendonça, 52,8% foram negativas, 33,5% demonstraram apoio e 13,7% tiveram teor neutro. Foi a primeira vez, desde o início da disputa com Moraes, que as manifestações contrárias ao ministro superaram as favoráveis.
As críticas se intensificaram depois que Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sob a alegação de que teria sido alvo de monitoramento ilegal. Apesar do desgaste de Mendonça, Alexandre de Moraes continua com a maior rejeição: 88,4% das publicações analisadas sobre ele foram negativas.
Desde o agravamento da crise, o assunto já acumula mais de 66 milhões de menções em plataformas como Facebook, Instagram, X, TikTok e YouTube. O debate, inicialmente concentrado nas mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, passou a incluir discussões sobre os limites dos poderes, a autonomia da Polícia Federal e a atuação do STF, da Procuradoria-Geral da República e do governo federal.










