O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) fez um aceno ao eleitorado bolsonarista ao defender que o senador Wilder Morais (PL) permaneça no Congresso para atuar nas pautas da direita. Durante o debate da TV Anhanguera, na noite desta terça-feira (29), o tucano aconselhou o adversário a concluir o mandato e apoiar sua candidatura ao Governo de Goiás.
“Aconselho respeitosamente que o senhor Wilder continue no Congresso Nacional como senador e me ajude a governar nosso estado ao meu lado”, afirmou. A declaração ocorreu no segundo bloco, durante uma discussão sobre as filas de cirurgias eletivas.
O movimento expôs a disputa entre os dois por uma eventual vaga no segundo turno contra o governador Daniel Vilela (MDB). Ao reconhecer Wilder como representante da direita em Brasília, Marconi apresentou a permanência do adversário no Legislativo como argumento para pedir apoio à própria candidatura.
Suplência entra na discussão
Marconi lembrou que, caso Wilder seja eleito governador, os quatro anos restantes de seu mandato serão assumidos pela primeira suplente, Izaura Cardoso, mulher do senador Vanderlan Cardoso (PSD).
Para questionar essa possibilidade, o tucano citou o alinhamento de Vanderlan a votações de interesse do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Relacionou a permanência de Wilder à defesa de pautas conservadoras, como pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
O aceno também alcançou o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Marconi afirmou que não faria ataques ao presidenciável como os dirigidos a ele pelo ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). Com isso, levou a disputa pelo eleitor bolsonarista para o confronto com o próprio candidato do PL.
Wilder defende candidatura ao governo
Wilder retomou o assunto no terceiro bloco. Disse estar satisfeito com o trabalho realizado em Brasília, mas sustentou que Goiás precisa de um gestor experiente e que sua contribuição seria maior no Executivo estadual.
“Tenho certeza que eu vou conseguir ajudar muito mais como governador”, afirmou o senador.
Marconi insistiu na permanência do adversário no Congresso. “O Senado precisa de um senador de direita”, respondeu. A troca ocorreu no último debate entre os candidatos antes da votação de domingo (4).











