O candidato ao governo de Goiás Marconi Perillo (PSDB) defendeu que as terras raras extraídas no Estado sejam processadas e industrializadas em território goiano, em vez de Goiás se limitar à exportação da matéria-prima. A declaração foi feita durante o debate promovido pelo portal Mais Goiás e pela Rádio Interativa nesta quinta-feira (17), após questionamento de Luiz César Bueno sobre a participação de empresas estrangeiras na exploração dos minerais.
Luiz César perguntou ao adversário como ele avaliava o que classificou como uma entrega das terras raras goianas “a preço de banana” aos Estados Unidos. Na resposta, Marconi evitou restringir a discussão aos norte-americanos e afirmou que sua posição vale para investimentos provenientes de qualquer país.
“Independentemente de vender ou de entregar esse patrimônio nosso para os Estados Unidos, para a China, para a Rússia ou para qualquer outro país, nós temos que desenvolver aqui uma tecnologia e verticalizar essa produção primária”, afirmou.
Marconi Perillo citou o potencial mineral de municípios goianos e defendeu que a exploração das reservas seja acompanhada pela instalação de indústrias capazes de processar os minerais críticos e aumentar o valor dos produtos antes da comercialização.
Dentro dessa estratégia, o candidato anunciou a proposta de criação do chamado “Vale das Terras Raras”. Segundo Marconi, o projeto buscaria aproveitar os minerais para desenvolver uma cadeia produtiva que poderia incluir componentes para baterias, veículos elétricos e outras tecnologias.
O candidato também afirmou ter tratado do projeto nesta quinta-feira com um representante do governo federal e disse ter recebido sinalização de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação sobre a reunião e o apoio foi apresentada pelo próprio Marconi durante o debate.
Além do projeto mineral, Marconi anunciou a intenção de criar uma “Cidade da Inteligência Artificial”, envolvendo a Universidade Estadual de Goiás (UEG), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), universidades federais e institutos tecnológicos.
Para o candidato, a combinação entre pesquisa, tecnologia e industrialização permitiria que Goiás aproveitasse economicamente suas reservas minerais sem permanecer apenas como fornecedor de matéria-prima. “Isso sim vai garantir bons empregos, vai garantir prosperidade e desenvolvimento”, declarou.















