O Governo do Brasil anunciou na última quinta-feira, 23, a ampliação do MEC Livros, plataforma gratuita que teve seu acervo aumentado de 8 mil para 25 mil obras disponíveis. Durante cerimônia em comemoração ao Dia Mundial do Livro, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a nova biblioteca digital promete revolucionar o acesso à leitura no país. Os livros disponibilizados incluem títulos nacionais e internacionais, best-sellers e obras de domínio público.
Lançada há pouco mais de duas semanas, a plataforma já ultrapassou a marca de 586 mil usuários cadastrados. Além disso, mais de 276 mil obras foram alugadas nesse curto período. Os arquivos podem ser convertidos de PDF para o formato ePub, o que melhora significativamente a experiência de leitura digital. Portanto, a ferramenta se consolida como uma das principais iniciativas de incentivo à leitura no Brasil.
“Precisamos fomentar a leitura no país, a leitura de autores brasileiros e a leitura sobre nossa história”, destacou o ministro da Educação, Leonardo Barchini. Segundo ele, é fundamental que a população se identifique com os livros e com a literatura nacional. Dessa forma, a plataforma fortalece a soberania cultural e o acesso democrático ao conhecimento.
Nos próximos dias, a plataforma passará a contar com um novo mecanismo de empréstimo e devolução. Quem ler ao menos 10% da obra poderá devolvê-la antecipadamente e pegar outro título. Antes, a devolução só era permitida após 14 dias, independentemente do avanço na leitura. Por fim, cada CPF pode alugar até duas obras por mês, incentivando ainda mais o hábito de ler.
O presidente Lula reforçou que o aplicativo cumpre o dever do Estado de garantir produção e acesso à cultura. “Ninguém compra um livro sem dinheiro para o básico. O MEC Livros é exatamente para fazer as pessoas lerem”, afirmou. A biblioteca digital também oferece agente de IA, ajuste de fonte, suporte para dislexia e compatibilidade com leitores de tela. Paralelamente, foi instituído o Plano Nacional do Livro e Leitura 2026-2036, com meta de elevar de 47% para 55% a proporção de leitores no país.














