Planejar o próximo ano letivo pode ficar mais caro para quem tem filhos em escolas particulares. Um levantamento da consultoria Rabbit aponta que as mensalidades devem subir, em média, 9,8% em 2026 — um índice que é mais que o dobro da inflação projetada para este ano, de 4,81%.
O estudo ouviu mais de 300 escolas em todo o país e mostrou que a conta não vai ser igual para todos. Em Minas Gerais e em São Paulo, o aumento médio chega a 10%. Já no Sul do Brasil, o reajuste deve ser um pouco menor, na casa dos 6,5%.
O que justifica o aumento?
As escolas alegam que não é só a inflação que pesa no cálculo. Entra na conta o reajuste salarial de professores e funcionários, investimentos em tecnologia e infraestrutura, além da tentativa de recuperar o fôlego financeiro perdido nos últimos anos, especialmente durante a pandemia.
Outro ponto é a própria legislação: a cada ano, as instituições têm direito de aplicar um reajuste, mas precisam avisar os pais com pelo menos 45 dias de antecedência em relação ao prazo final das matrículas.
Impacto nas famílias
Para muita gente, essa previsão já é motivo de preocupação. A alta pode apertar o orçamento familiar, especialmente para quem tem mais de um filho em escola privada. Especialistas alertam ainda que o aumento pode provocar uma migração de alunos para escolas mais baratas ou até mesmo para a rede pública.
Apesar disso, há pais que dizem entender os motivos do reajuste, mas cobram mais transparência na hora de mostrar como o dinheiro é aplicado em melhorias para os estudantes.














