O Ministério Público de Goiás (MPGO) atuará nesta terça-feira (16/12) no julgamento pelo Tribunal do Júri do motorista Jhonatan Murilo, de 22 anos, acusado de provocar o acidente que vitimou quatro policiais militares do Comando de Operações de Divisas (COD), em abril do ano passado, na BR-364. A sessão será realizada no Fórum de Cachoeira Alta, a partir das 8h30.
No acidente, morreram os policiais Gleidson Rosalen Abib, Liziano José Ribeiro Júnior, Anderson Kimberly Dourado de Queiroz e Diego Silva de Freitas. Em razão disso, o acusado responde por quatro homicídios. Investigação do MPGO, conduzida pelo promotor de Justiça Tommaso Leonardi, identificou que Murilo era o verdadeiro motorista do caminhão envolvido no acidente, e não Diego Michel Cardoso, inicialmente denunciado por assumir o crime.
A descoberta ocorreu após testemunhas procurarem a Polícia Militar para relatar o que presenciaram. Elas registraram o acidente por meio de fotos e vídeos. Durante as investigações, os depoimentos revelaram que Diego Michel teria assumido a culpa para proteger o colega, que não possuía, na época, carteira de habilitação compatível com a direção de caminhões de carga.
Em um dos vídeos apresentados à Promotoria de Justiça, é possível identificar uma pessoa diferente de Diego saindo do caminhão tombado. Confrontado com as provas, Diego confirmou ter assumido a responsabilidade pelo acidente para proteger o verdadeiro motorista. O acusado foi preso preventivamente em setembro do ano passado, após pedido do Ministério Público acatado pelo juiz Filipe Luís Peruca.
Relembre o caso
Em abril de 2024, quatro integrantes do Comando de Operações de Divisas (COD) perderam a vida após a viatura em que se deslocavam colidir com uma carreta, enquanto se dirigiam para atender uma ocorrência em Caçu. Um dos policiais chegou a ser encaminhado com vida a uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos. Os outros três morreram no local, conforme informações da Polícia Rodoviária Federal.
Os policiais mortos foram o subtenente Gleidson Rosalen Abib, o primeiro-sargento Liziano José Ribeiro Júnior, o terceiro-sargento Anderson Kimberly Dourado de Queiroz e o cabo Diego Silva de Freitas. A tragédia mobilizou autoridades estaduais e motivou homenagens oficiais, incluindo a decretação de luto de três dias pelo governo do Estado.
À época, o Governo de Goiás e a Polícia Militar ressaltaram a atuação exemplar, o profissionalismo e o senso de dever dos agentes, que exerciam suas funções no momento do acidente, evidenciando o impacto humano, emocional e institucional causado pela perda dos quatro policiais do COD.














