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Motorista suspeito de atropelar e matar tio de Guilherme Boulos presta depoimento e é liberado

Carlos Boulos, tio de Guilherme Boulos, morre após ser atropelado na Avenida 23 de Maio; motorista prestou depoimento e foi liberado, indiciado por homicídio doloso


Fábio Prado Por Fábio Prado em 06/10/2026 - 18:57

Motorista suspeito de atropelar e matar tio de Guilherme Boulos presta depoimento e é liberado
Carlos Boulos: atropelamento na Av. 23 de Maio — Foto: Reprodução/Internet

Carlos Boulos, de 80 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (6), três dias após ser atropelado na Avenida 23 de Maio, em São Paulo. Motorista foi indiciado por homicídio doloso, mas responderá em liberdade.

O motorista suspeito de atropelar Carlos Boulos, de 80 anos, prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberado em seguida. A informação foi confirmada pela corporação nesta segunda-feira (6). Carlos Boulos era tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL-SP).

O caso ocorreu na noite do último sábado (3), na Avenida 23 de Maio, região central de São Paulo. Segundo o registro policial, Carlos Boulos desembarcou de sua caminhonete Hilux para discutir com o condutor de um Fiat Palio que seguia atrás dele. Durante a discussão, o motorista teria manobrado contra a vítima, que caiu, bateu a cabeça e sofreu ferimentos graves.

Carlos Boulos foi socorrido e levado ao Hospital das Clínicas, onde permaneceu internado em estado grave. Ele não resistiu e morreu por volta das 4h desta terça-feira (6).

Investigação e indiciamento

A ocorrência foi registrada inicialmente como tentativa de homicídio no 78º Distrito Policial (Jardins). Após a morte da vítima, o caso foi transferido para o 5º Distrito Policial (Aclimação) e o motorista foi indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

O motorista foi identificado como Amilton Juscelino Rodrigues, de 61 anos. Ele se apresentou à polícia na segunda-feira (5), prestou depoimento e foi liberado para responder em liberdade. Não houve prisão em flagrante. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a autoridade policial trabalha para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Poder Judiciário.

Imagens gravadas por testemunhas registraram o momento do atropelamento. As gravações ajudaram a polícia a identificar a placa do veículo. Duas testemunhas também presenciaram a discussão.

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