Carlos Boulos, de 80 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (6), três dias após ser atropelado na Avenida 23 de Maio, em São Paulo. Motorista foi indiciado por homicídio doloso, mas responderá em liberdade.
O motorista suspeito de atropelar Carlos Boulos, de 80 anos, prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberado em seguida. A informação foi confirmada pela corporação nesta segunda-feira (6). Carlos Boulos era tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL-SP).
O caso ocorreu na noite do último sábado (3), na Avenida 23 de Maio, região central de São Paulo. Segundo o registro policial, Carlos Boulos desembarcou de sua caminhonete Hilux para discutir com o condutor de um Fiat Palio que seguia atrás dele. Durante a discussão, o motorista teria manobrado contra a vítima, que caiu, bateu a cabeça e sofreu ferimentos graves.
Carlos Boulos foi socorrido e levado ao Hospital das Clínicas, onde permaneceu internado em estado grave. Ele não resistiu e morreu por volta das 4h desta terça-feira (6).
Investigação e indiciamento
A ocorrência foi registrada inicialmente como tentativa de homicídio no 78º Distrito Policial (Jardins). Após a morte da vítima, o caso foi transferido para o 5º Distrito Policial (Aclimação) e o motorista foi indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar.
O motorista foi identificado como Amilton Juscelino Rodrigues, de 61 anos. Ele se apresentou à polícia na segunda-feira (5), prestou depoimento e foi liberado para responder em liberdade. Não houve prisão em flagrante. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a autoridade policial trabalha para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Poder Judiciário.
Imagens gravadas por testemunhas registraram o momento do atropelamento. As gravações ajudaram a polícia a identificar a placa do veículo. Duas testemunhas também presenciaram a discussão.
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