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MP-SP pede condenação de Renato Cariani por tráfico e lavagem de dinheiro; pena pode chegar a 51 anos

Ministério Público aponta 59 vendas simuladas de insumos químicos desviados para produção de crack e cocaína; defesa diz que pedido não é surpresa e busca absolvição


Fábio Prado Por Fábio Prado em 28/10/2026 - 17:55

MP-SP pede condenação de Renato Cariani por tráfico e lavagem; pena pode chegar a 51 anos
MP-SP pede condenação de Renato Cariani por tráfico e lavagem; pena pode chegar a 51 anos - Foto: Reprodução/Internet

Ministério Público aponta 59 vendas simuladas de insumos químicos desviados para produção de crack e cocaína; defesa diz que pedido não é surpresa e busca absolvição

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a condenação do influenciador fitness e empresário Renato Cariani pelos crimes de associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro. A manifestação foi apresentada na quarta-feira (28), em alegações finais do processo.

Caso a Justiça acolha integralmente o pedido, a pena para Cariani pode variar de 16 anos e quatro meses a 51 anos e oito meses de prisão em regime fechado. Atualmente, ele responde ao processo em liberdade.

As acusações

Segundo o MP-SP, Cariani participava de um esquema de desvio de produtos químicos da empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, sediada em Diadema, na Grande São Paulo. Ele era sócio da companhia.

A promotoria aponta que a empresa simulou a venda de insumos químicos em 59 ocasiões. O material era desviado para a produção de crack e cocaína. A investigação estima que mais de 12 toneladas de substâncias químicas tenham sido comercializadas irregularmente.

Mensagens obtidas no celular de Cariani, segundo os promotores, indicam que ele sabia do uso dos insumos na fabricação de drogas. Os textos também revelaram proximidade do influenciador com um policial civil responsável pela fiscalização de produtos químicos.

O esquema

O caso teve origem na Operação Hinsberg, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2023. A investigação começou em 2019, após a farmacêutica AstraZeneca informar ao Ministério Público que não reconhecia operações com produtos químicos registradas em notas fiscais emitidas pela Anidrol em 2017.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), as fraudes envolviam a emissão de notas fiscais em nome de companhias que não haviam solicitado os produtos. A acusação também atribui a Cariani a criação de pedidos fictícios e a apresentação de documentos falsos para justificar retiradas de mercadorias.

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