Os gêmeos siameses Bernardo e Eduardo que vieram do Tocantins nasceram na tarde de quinta-feira (28), no Hospital Estadual da Mulher (HEMU), em Goiânia. Os recém-nascidos são unidos pela região abdominal, compartilham o fígado e, conforme exames de imagem realizados durante a gestação, apresentam condições consideradas viáveis para uma futura separação.
Bernardo e Eduardo nasceram com 36 semanas de gestação e permanecem internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neonatal), sob acompanhamento contínuo de uma equipe multiprofissional. Segundo o primeiro boletim médico divulgado pelo HEMU na tarde desta sexta-feira (29), ambos apresentam quadro clínico estável.
Bernardo está em suporte ventilatório não invasivo, enquanto Eduardo permanece em ventilação mecânica invasiva. Os dois mantêm sinais vitais estáveis e não necessitam de drogas vasoativas.
Os bebês seguem em dieta zero, com diurese e evacuação dentro do esperado para o quadro clínico e o tempo de evolução. Ambos possuem acesso venoso central e já realizaram exames complementares, entre eles ecocardiograma, radiografia e exames laboratoriais.
A mãe dos recém-nascidos também permanece internada na enfermaria da unidade, com quadro estável, sinais vitais dentro da normalidade, sem queixas de dor e acompanhada por familiares. O Hospital Estadual da Mulher informou que segue prestando toda a assistência necessária aos pacientes e familiares.
Aline Santos Gomes, de 33 anos, mãe dos bebês, veio do Tocantins para Goiânia especialmente para o acompanhamento médico e para a realização da cesariana no HEMU, unidade reconhecida como referência em atendimentos de alta complexidade e no acompanhamento de casos raros.
O parto foi conduzido pelas ginecologistas e obstetras Jéssica Alencar e Helenara Abadia, com auxílio da equipe médica da unidade. O acompanhamento pediátrico dos gêmeos contou com a atuação do cirurgião pediátrico Zacharias Calil e da médica Carmem Batista Arantes, que acompanharam todo o procedimento.
O cirurgião pediátrico Dr. Zacharias Calil acompanhou o nascimento dos bebês e afirmou que os próximos dias serão decisivos para a evolução clínica dos recém-nascidos.
“Pela nossa experiência médica, os bebês nasceram em condições consideradas viáveis para a separação. Neste momento, o mais importante é acompanhar a evolução clínica deles, especialmente na UTI neonatal, nas próximas 48 horas. Existe, sim, uma possibilidade real de separação, e toda a equipe segue monitorando cada detalhe para garantir a melhor segurança e qualidade de vida dos dois”, destacou.















