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‘No Direito, não tem como meu cliente ser condenado’, afirma Demóstenes Torres sobre ex-comandante da Marinha

À frente da defesa do ex-comandante da Marinha, Demóstenes Torres diz acreditar na absolvição do cliente no julgamento de 8 de Janeiro e admite disputar o Senado em 2026, caso receba apoio de Jair Bolsonaro


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 15/08/2025 - 17:07

Demóstenes Torres
Foto: Antonio Augusto/STF

Ex-senador por Goiás e advogado de um dos investigados pelos atos cometidos em 8 de Janeiro, em Brasília, Demóstenes Torres considera ser candidato ao Senado Federal em 2026, caso tenha apoio explícito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). À frente da defesa do ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, ele considera que seu cliente será absolvido no julgamento que se inicia em 2 de setembro. “Se tiver outro tipo de julgamento fora do direito, eu não sei. Agora, juridicamente, ele será absolvido”, declara em entrevista exclusiva à Tribuna do Planalto.

O senhor tem uma pré-candidatura posta ao Senado de 2026? O senhor fez uma pesquisa, qual foi o resultado disso?

O resultado é que para o Senado, muito provavelmente, claro que isso não é matemático, será eleito um candidato do governador Ronaldo Caiado e outro do presidente Bolsonaro. Então, se o presidente me apoiar, eu serei candidato.

O senhor pretende de filiar ao PL?

Não, só se houver essa possibilidade de apoio, que eu acredito que vai existir.

O senhor tem conversado com o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre isso?

Não, o ex-presidente está incomunicável.

Atualmente sim, mas o senhor havia mantido algum diálogo antes?

Não, não.

Em relação ao julgamento, agendado hoje, dos investigados pelos atos de 8 de janeiro, o senhor faz algum comentário?

Não, qualquer coisa é exercício de futurologia. Agora, no direito, não tem como o Almirante Garnier, que é meu cliente, ser condenado. Se tiver outro tipo de julgamento fora do direito, eu não sei. Agora, juridicamente, ele será absolvido.

O senhor consideraria também uma candidatura de deputado federal?

Não tenho interesse nenhum.

O senhor inaugurou seu escritório de Brasília há três anos e é tido como um dos principais advogados hoje do meio político. Quais são os planos?

Continuar crescendo, expandindo, advogando, obtendo vitórias, porque advogado que não ganha causa, o cliente não procura. Inclusive, para eu ser candidato meus sócios e associados temem que se eu me eleger senador abandone o escritório, mas hoje tem possibilidade de atividade política conciliar com o exercício da advocacia.

O senhor já mencionou que não faz exercício da futurologia, mas caso seja candidato ao Senado, como é que o senhor vai debater com os eleitores a pauta em relação à sanções de ministros do Supremo Tribunal Federal, como a possibilidade de impeachment?

Impeachment tem que ter causa, tem que ter fato objetivo, é igual denúncia, tem que ter um crime, então se houver isso, naturalmente que o Senado tem obrigação de fazer o impeachment, mas se for só uma vontade, isso não pode acontecer.

No cenário atual, o senhor considera que possa haver alguma ilegalidade nos pedidos colocados, como em relação a Alexandre de Moraes, ou é mais uma vontade?

Eu não conheço os pedidos de impeachment que foram propostos, então eu não posso opinar.

Lucas de Godoi

Jornalista formado pela PUC Goiás. Na Tribuna do Planalto, cobre administração pública e os principais desdobramentos do cenário político em Goiás.

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