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ONG propõe mudança em lei para proteger dados sensíveis em certidões de óbito

Grupo FelizCidade propõe mudança na Lei de Registros Públicos para proteger dados sensíveis em certidões de óbito, preservar a privacidade das famílias e garantir dignidade no luto


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 17/12/2025 - 09:27

Lêda Borges e Adriano Ferreto
Grupo FelizCidade entrega à deputada federal Lêda Borges proposta de Projeto de Lei que busca proteger dados sensíveis após óbito (Foto: Divulgação)

O Grupo FelizCidade apresentou à deputada federal Lêda Borges (PSDB-GO) uma proposta de Projeto de Lei que altera a Lei de Registros Públicos para restringir a divulgação da causa da morte em certidões de óbito. A iniciativa busca proteger dados pessoais sensíveis, preservar a dignidade das famílias enlutadas e adequar a legislação brasileira aos princípios da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Atualmente, a certidão de óbito é um documento público, acessível a qualquer cidadão, o que acaba expondo informações médicas íntimas, como diagnósticos de doenças, transtornos mentais ou condições clínicas, sem que haja interesse público que justifique essa divulgação. Para o Grupo FelizCidade, essa prática agrava a dor das famílias em um momento de extrema vulnerabilidade emocional.

“A dignidade da pessoa deve ser respeitada em todos os estágios de sua existência, é por isso que entendemos que assegurar esta proteção é urgente e necessária”, pontua o ativista em direitos humanos Adriano Ferreto.

A proposta apresentada pela ONG prevê que a causa da morte deixe de constar na certidão pública, permanecendo registrada apenas nos livros internos dos cartórios. O acesso a essa informação ficaria restrito a familiares diretos ou dependeria de autorização judicial, sem prejuízo dos registros estatísticos, epidemiológicos e legais, que continuariam sendo preservados.

Segundo o Grupo FelizCidade, a medida alinha o Brasil a boas práticas internacionais de proteção à privacidade e reforça o entendimento da LGPD de que dados de saúde são informações pessoais sensíveis, que exigem tratamento mais rigoroso. A entidade atua nas áreas de saúde, educação e direitos humanos e tem defendido políticas públicas voltadas à dignidade, ao cuidado e à proteção das pessoas em situações de vulnerabilidade.

A entrega da proposta ocorreu em reunião realizada em Goiânia, na qual a deputada Lêda Borges recebeu o texto e se comprometeu a apresentá-lo no Congresso Nacional.

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