A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (7) a Operação Travessia, que tem como alvo organizações criminosas suspeitas de atuar no envio ilegal de brasileiros para os Estados Unidos.
Ao todo, estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva nos estados de Goiás e Amapá.
Segundo a PF, Goiás concentra a maior parte da operação. No estado, são dez mandados de busca e apreensão e sete prisões preventivas. Já no Amapá, foi cumprido um mandado de busca e apreensão, além da inclusão de dois investigados na lista de Difusão Vermelha da Interpol.
As investigações ocorreram principalmente entre 2018 e 2023, mas apontam que os grupos criminosos já atuavam desde meados dos anos 2000.
De acordo com a Polícia Federal, foram identificadas cinco organizações criminosas independentes, cada uma com estrutura própria, mas todas envolvidas em uma mesma rede transnacional voltada à migração irregular de brasileiros.
As apurações indicam que pelo menos 477 brasileiros foram levados ilegalmente para território norte-americano, número que, segundo os investigadores, pode ultrapassar 600 vítimas.
Ainda conforme a PF, os grupos organizavam toda a logística da viagem. O esquema incluía desde a saída do Brasil em voos internacionais até o deslocamento por países da América Central, principalmente México e Panamá, terminando na travessia clandestina da fronteira terrestre com os Estados Unidos.
As investigações também revelaram que as organizações tinham integrantes em outros estados brasileiros e até fora do país. Esses envolvidos atuariam no suporte logístico, recepção dos migrantes e movimentação financeira do esquema.
A Polícia Federal afirma ainda que os investigados utilizavam empresas de fachada, interposição de pessoas e mecanismos de lavagem de dinheiro para esconder a origem ilícita dos recursos obtidos com as viagens ilegais.
Os suspeitos poderão responder por crimes como promoção de migração ilegal, organização criminosa e lavagem de dinheiro.














