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Oposição mantém estratégia de desgaste e judicialização contra Mabel

O caso mais explícito é o do vereador Igor Franco (MDB), ex-líder do prefeito na Câmara, que anunciou publicamente que está preparando um pedido de impeachment


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 07/02/2026 - 14:14

IGOR FRANCO - Base aprova aumento de repasse da Saneago após votação controversa e tentativa da oposição de barrar projeto
Igor Franco, da oposição, anunciou que vai pedir impeachment de Mabel

Apesar do discurso de distensão adotado por setores da Câmara Municipal, a oposição ao prefeito Sandro Mabel (UB) mantém estratégia de confronto político, marcada por denúncias públicas, judicialização de decisões administrativas e até a sinalização de um pedido de impeachment. 

O caso mais explícito é o do vereador Igor Franco (MDB), ex-líder do prefeito na Câmara, que anunciou publicamente que está preparando um pedido de impeachment. Em manifestações nas redes sociais e em declarações à imprensa, ele afirma que Goiânia vive um “abandono administrativo”, com falhas na zeladoria, na educação e na saúde.

“Eu não vou permitir que o prefeito Sandro Mabel acabe com Goiânia desse jeito. O que está acontecendo na nossa cidade é grave e não pode ser normalizado”, afirmou. Segundo Igor, a iniciativa não tem caráter eleitoral. “Isso não é ataque político. É dever de quem fiscaliza, é compromisso com Goiânia”, disse, ao afirmar que seguirá com as denúncias.

A reação institucional veio do vice-presidente da Câmara, Anselmo Pereira (MDB), que descartou a possibilidade de avanço de impedimento neste momento, avaliando que não há ambiente político ou jurídico para a abertura de um processo dessa natureza.

Denúncias

Além do discurso pelo impeachment, Igor Franco tem intensificado denúncias nas redes sociais. A mais recente, divulgada nesta sexta-feira (6), aponta que o complexo de usinas de asfalto da Prefeitura estaria desativado para, segundo ele, favorecer a compra de massa asfáltica de uma empresa privada de Goianira.

Em vídeo, o vereador mostra equipamentos que afirma serem novos e funcionais e relembra o histórico da pedreira municipal, onde ocorre a extração de rochas transformadas em brita e outros insumos usados na pavimentação. A acusação é de que a paralisação eleva custos e aumenta a dependência de contratos externos.

Igor também apontou para “abandono” do Centro de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, em vídeo em que ele apresenta a estrutura do imóvel com bastante mato e instalações precárias.

Outro vereador do MDB que tem elevado o tom contra a gestão é Lucas Vergílio. Em vídeos, ele aponta filas em unidades de saúde e falhas assistenciais. Vergílio também protocolou representações no Ministério Público e no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO) questionando a contratação emergencial de cerca de R$ 15 milhões da Comurg para serviços de roçagem.

“Dinheiro do povo não é capim”, afirmou, ao sustentar que a Prefeitura registra superávit financeiro e, ainda assim, recorre a contratos emergenciais.

Judicialização

A judicialização também tem sido adotada por vereadores de outros partidos. Fabrício Rosa (PT) e Kátia Maria (PT) acionaram órgãos de controle para barrar decisões da gestão consideradas equivocadas.

Um dos casos mais recentes foi o pedido para suspensão de um contrato de R$ 13 milhões para sinalização viária, firmado por adesão a uma ata do governo do Piauí prestes a vencer.

Já Aava Santiago (PSDB) afirma que recorrer ao Judiciário tem sido o único caminho diante da falta de diálogo. “Quando o resultado já foi negociado, quando se trata de atender interesses e não de debater teses, não tem lugar para convencimento”, disse à Tribuna do Planalto.

 

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