A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio do Grupo de Repressão a Estelionatos e Outras Fraudes (Gref/Deic), prestou apoio nesta quarta-feira (10) à Operação Máscara, coordenada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul com o objetivo de desarticular uma associação criminosa sofisticada especializada no golpe conhecido como “Falso Familiar” ou “Golpe do Novo Número”.
De acordo com os agentes, a investigação durou cerca de um ano e identificou uma quadrilha bem organizada, que se aproveitava de falhas nos sistemas financeiros digitais e do fato de vítimas acreditarem estar falando com parentes próximos. No golpe, os criminosos criavam perfis em aplicativos de mensagem em nome de filhos ou sobrinhos, afirmando emergências — como uma conta bloqueada ou problema com veículo — para induzir transferências imediatas de dinheiro às vítimas.
O inquérito foi impulsionado após um morador do Rio Grande do Sul perder mais de R$ 10 mil, acreditando estar ajudando o filho em uma situação de urgência. As funções dentro da organização criminosa eram divididas entre captadores, distribuidores de valores e operadores financeiros, revelando uma estrutura complexa.
A fase atual da operação teve prioridade no Estado de Goiás, que era a base logística da organização. Foram cumpridas diversas medidas cautelares judiciais, incluindo nove prisões temporárias, 20 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de nove contas bancárias usadas pelos suspeitos.
A ação reforça o combate aos golpes eletrônicos e a importantes parceria entre forças policiais de diferentes unidades da Federação no enfrentamento a esquemas criminosos que exploram vulnerabilidades e fraudes digitais.












