Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em um estudo apoiado pela FAPESP, identificaram marcadores moleculares que podem impulsionar o desenvolvimento de novas vacinas e terapias contra o vírus da dengue. A pesquisa, publicada na revista Frontiers in Immunology, destaca também a eficácia das vacinas Q-Denga e Dengvaxia, que utilizam tecnologia de vírus atenuado.
O estudo, liderado pelo professor Otávio Cabral-Marques, adotou uma abordagem sistêmica, comparando dados da resposta imune natural com a provocada pelas vacinas. Foram identificados 237 genes diferencialmente expressos em ambos os casos, proporcionando um panorama abrangente das respostas imunológicas. A via do interferon se destacou como central nesse processo.
Desirée Rodrigues Plaça, primeira autora do estudo, explica que a identificação de 20 genes comuns permitiu criar um painel para distinguir a gravidade da doença, especialmente na fase aguda tardia. A pesquisa utiliza técnicas de aprendizado de máquina para classificar assinaturas imunológicas cruciais para a resposta antiviral.
A pesquisa é pioneira ao empregar a vacinologia sistêmica para decifrar as assinaturas imunológicas da dengue. Ao analisar 955 amostras de transcriptoma, os pesquisadores identificaram estratégias terapêuticas que podem ser exploradas para bloquear, ativar ou induzir genes envolvidos na resposta imune.
O estudo destaca genes-chave, como OAS2, ISG15, AIM2, IFI6, IFI44L, IFIH1, entre outros, revelando detalhes sobre a orquestração da resposta imune adaptativa. Essas descobertas abrem caminho para investigar novos alvos terapêuticos e avançar no combate à dengue.
Com informações da Agência FAPESP.dngue














