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PF abre apuração sobre possível interferência dos EUA nas eleições brasileiras

Diretor-geral da PF confirma apuração sobre possível interferência dos EUA nas eleições após representação da AGU; corporação não encontrou indícios de ataques a embaixadas


Fábio Prado Por Fábio Prado em 05/10/2026 - 14:28

PF abre apuração sobre possível interferência dos EUA nas eleições brasileiras
PF abre apuração sobre possível interferência dos EUA nas eleições brasileiras - Foto: Fábio Rodrigues

Diretor-geral Andrei Rodrigues confirmou investigação neste domingo (4). Procedimento começou após representação da AGU baseada em reportagem do The Guardian sobre repasse de US$ 1 milhão a grupos que atuam contra o STF.

A Polícia Federal abriu uma apuração sobre possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. A confirmação foi feita pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, neste domingo (4). O procedimento começou após uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU).

A representação foi baseada em reportagem do jornal britânico The Guardian. O texto revelou que o Departamento de Estado dos EUA previa destinar US$ 1 milhão para uma iniciativa voltada a grupos da sociedade civil. Esses grupos atuariam contra o que o projeto chama de lawfare e censura no Brasil. A referência é à atuação do Supremo Tribunal Federal.

Os documentos divulgados não identificam quais organizações brasileiras receberiam os recursos. Segundo a AGU, há suspeita de que os valores possam ter sido direcionados a redes com objetivo de interferir no debate político e institucional brasileiro. A PF recebeu a representação e iniciou a apuração.

Sem indícios de ataques a embaixadas

Andrei Rodrigues também afirmou que a PF não encontrou elementos concretos que indiquem planos de ataque contra embaixadas em Brasília. A declaração foi dada após os Estados Unidos e a Austrália suspenderem atendimentos presenciais em suas representações antes da eleição. Os dois países alegaram questões de segurança para justificar a medida.

A suspensão ocorreu a dois dias do primeiro turno, marcado para este domingo. A Embaixada dos EUA em Brasília e os consulados em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre interromperam o atendimento presencial. A Austrália tomou medida semelhante em sua embaixada na capital federal.

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