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PL elege 19 senadores, chega a 28 cadeiras e amplia poder sobre governo e STF; Confira todos eleitos

Partido terá a maior bancada da Casa, poderá reunir sozinho as assinaturas para abrir CPIs e será decisivo em votações que exigem maioria absoluta


Por Carlos Nathan Sampaio em 05/10/2026 - 07:40

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(Foto: Carlos Nathan Sampaio)

O PL saiu das eleições deste domingo (4) como a principal força política do Senado. O partido elegeu 19 dos 54 senadores escolhidos em 2026 e deverá iniciar a próxima legislatura, em fevereiro de 2027, com uma bancada de 28 integrantes — mais de um terço das 81 cadeiras da Casa.

O número coloca a legenda muito à frente dos demais partidos. O PT deverá ter nove senadores, enquanto o MDB contará com oito. A federação formada por União Brasil e PP reunirá 11 representantes, embora as duas legendas sejam contabilizadas separadamente nas divisões internas do Senado.

A bancada de 28 senadores será a maior registrada por um partido no início de uma legislatura desde a Constituição de 1988. O recorde anterior pertencia ao então PMDB, que começou o mandato de 1999 com 27 parlamentares. O PL também bateu o recorde de senadores eleitos por uma mesma legenda em uma única eleição.

Veja os 54 senadores eleitos

O Senado possui 81 cadeiras, mas somente 54 foram renovadas neste ano. Os eleitos se juntarão aos 27 senadores escolhidos em 2022, cujos mandatos seguem até janeiro de 2031.

  • Acre: Marcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos)
  • Alagoas: Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB)
  • Amapá: Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD)
  • Amazonas: Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB)
  • Bahia: Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT)
  • Ceará: Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede)
  • Distrito Federal: Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)
  • Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos)
  • Goiás: Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União Brasil)
  • Maranhão: André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo)
  • Mato Grosso: Mauro Mendes (União Brasil) e José Medeiros (PL)
  • Mato Grosso do Sul: Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL)
  • Minas Gerais: Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT)
  • Pará: Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União Brasil)
  • Paraíba: João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB)
  • Paraná: Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo)
  • Pernambuco: Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT)
  • Piauí: Marcelo Castro (MDB) e Júlio César, o “Julim do Lula” (PSD)
  • Rio de Janeiro: Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL)
  • Rio Grande do Norte: Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda de Lula (PT)
  • Rio Grande do Sul: Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo)
  • Rondônia: Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL)
  • Roraima: Nicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB)
  • Santa Catarina: Caroline de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL)
  • São Paulo: Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL)
  • Sergipe: Rogério Carvalho (PT) e Delegado Alessandro (MDB)
  • Tocantins: Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB)

A eleição renovou dois terços da Casa. Dos 54 vencedores, 40 são novos senadores e 14 conseguiram a reeleição. Entre os 32 titulares que tentaram permanecer no cargo, 18 foram derrotados.

O PL conquistou as duas vagas em cinco unidades da Federação: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina. A legenda também venceu uma das disputas em estados importantes como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

O que o PL poderá fazer com 28 senadores

A nova bancada não dará ao partido maioria automática para aprovar projetos, emendas constitucionais ou indicações de autoridades. O PL, porém, terá força para conduzir negociações e influenciar a pauta da Casa.

Entre os principais efeitos estão:

  • Abertura de CPIs: são necessárias 27 assinaturas para requerer uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Com 28 integrantes, o PL poderá alcançar esse número sem depender formalmente de outro partido
  • Maior presença nas comissões: as vagas são distribuídas conforme o tamanho das bancadas. O partido terá espaço ampliado na Comissão de Constituição e Justiça e em outros colegiados estratégicos
  • Indicações ao STF: candidatos apresentados pelo presidente precisam de pelo menos 41 votos. O PL não decide sozinho, mas poderá dificultar ou facilitar a aprovação de nomes para o Supremo
  • Emendas à Constituição: uma PEC exige 49 votos em dois turnos. A legenda dependerá de aliados, mas poderá se aproximar desse número com partidos de direita e centro-direita
  • Presidência do Senado: ser a maior bancada não garante o comando da Casa, mas aumenta o poder de negociação do PL na eleição da Mesa Diretora

Somados, PL e União Progressista chegariam a 39 senadores, apenas dois abaixo da maioria absoluta de 41 votos. Republicanos, Novo e outras legendas também terão parlamentares identificados com pautas conservadoras, mas o apoio desses grupos não será necessariamente automático em todas as votações.

A força do PL terá efeitos diferentes conforme o resultado do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula, marcado para 25 de outubro. Se Flávio for eleito, a bancada poderá funcionar como base inicial do novo governo. Em caso de vitória de Lula, o partido deverá comandar a oposição, com capacidade de pressionar o Planalto por meio de CPIs, convocações de ministros e votações nas comissões.

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