O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) evitou confirmar se assumirá um ministério em um eventual governo do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao ouvir apoiadores pedirem sua participação na equipe. Durante o ato de adesão ao presidenciável, nesta terça-feira (6), em Goiânia, a militância interrompeu o discurso com gritos de “ministro”.
“Nesse assunto, precisamos respeitar o presidente da República”, respondeu Caiado, deixando a decisão para Flávio caso o candidato vença a eleição.
A resposta manteve aberta a possibilidade de integrar o governo, sem antecipar cargo ou compromisso. Caiado participou do encontro para formalizar apoio ao candidato do PL no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio também evitou anunciar uma eventual indicação. Ao receber do ex-governador um documento com propostas, destacou a convergência entre os dois e afirmou que pretende aproveitar a experiência de Goiás na segurança pública.
Duas possibilidades
A cobrança dos apoiadores ocorre enquanto aliados discutem o destino de Caiado em uma eventual administração do PL. De acordo com informações apuradas nos bastidores, o ex-governador recebeu propostas para comandar a Segurança Pública ou a Agricultura.
A mesma apuração aponta que Caiado foi aconselhado a adiar uma resposta para evitar a interpretação de que teria condicionado o apoio à obtenção de um cargo.
Já a coluna de Iander Porcella, do SBT News, informou que pessoas próximas ao ex-governador sinalizam preferência pela Agricultura, em razão de sua ligação histórica com o setor. Nenhuma das duas possibilidades foi confirmada publicamente pelos envolvidos.
Mobilização e apoio no Senado
No ato, Caiado prometeu empenhar sua base política na campanha de Flávio e justificou as críticas feitas durante o primeiro turno como parte da disputa presidencial que pretendia vencer.
O ex-governador também incluiu a senadora eleita Gracinha Caiado (União Brasil) no compromisso de apoio a um eventual governo. “Gracinha estará no Senado para lhe ajudar a aprovar todas as matérias”, afirmou.
O encontro contou com os governadores Daniel Vilela (MDB), de Goiás, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo. Enquanto a mobilização eleitoral foi anunciada, a definição sobre um ministério ficou para depois da disputa de 25 de outubro.








