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Prefeitura homologa licitação para retomada da obra de canalização do Córrego Cascavel, por R$ 19,7 milhões

Obra iniciada em 2015 será retomada após anos de paralisação e risco de devolução de recursos federais


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 19/07/2025 - 10:37

Prefeitura homologa licitação para retomada da obra de canalização do Córrego Cascavel, por R$ 19,7 milhões - Foto Reprodução
Trecho de 1,2 km entre as avenidas Castelo Branco e Padre Wendel será canalizado para garantir escoamento pluvial e evitar alagamentos (Foto: Reprodução)

A Prefeitura de Goiânia homologou nesta sexta-feira (19) a licitação para a conclusão da canalização do Córrego Cascavel, em um trecho de 1,2 quilômetro entre as avenidas Castelo Branco e Padre Wendel, no Setor Campinas. A empresa Construtora Vale do Ouro LTDA venceu a concorrência pública com o maior desconto apresentado sobre o valor-base, oferecendo proposta de R$ 19.797.062,98, com desconto de 12,99% em relação ao estimado, de R$ 22,7 milhões.

O edital, lançado pela atual gestão do prefeito Sandro Mabel (UB), foi o primeiro da administração voltado à continuidade da obra, iniciada em 2015 com recursos federais. A intervenção inclui a construção de dois bueiros celulares, um sob a Avenida Anhanguera e outro sob a própria Padre Wendel.

De acordo com o edital, “a obra no atual estado não atende às funções para as quais foi projetada”. Por isso, a retomada deverá garantir “funcionalidade às obras iniciadas e evitar que este município tenha que promover a devolução dos valores de repasse já utilizados, de cerca de R$ 4,7 milhões”.

A licitação foi iniciada na gestão do ex-prefeito Rogério Cruz (SD), em setembro de 2023, mas só pôde ser publicada após a renovação da licença ambiental, liberada em dezembro de 2024. Com a homologação, o município poderá formalizar a contratação da empresa e dar início à mobilização para execução do projeto.

Histórico de paralisações

A canalização do Córrego Cascavel começou em 2015, durante o governo do ex-prefeito Paulo Garcia (PT), com previsão de conclusão em até 18 meses. A proposta original, com recursos da União firmados desde 2011, incluía a construção da Marginal Cascavel e vias de acesso até a Avenida Leste-Oeste.

No entanto, com menos de 10% da obra executada, o contrato com a empresa Emsa, então responsável pela intervenção, foi rompido no início de 2016, gerando paralisação total.

Com o passar dos anos, a falta de atualização dos valores federais inviabilizou a execução completa do projeto. A gestão municipal optou por reduzir a abrangência da obra, priorizando a conclusão do trecho mais viável com o saldo restante do contrato original.

A Seinfra destacou no edital que o recurso firmado com o Governo Federal “era suficiente na época para todo o trecho”, mas que a defasagem orçamentária impôs limitações. O documento menciona, ainda, que “a obra no atual estado em que se encontra não atende às funções para as quais foi projetada”, reforçando o risco de devolução integral dos recursos, conforme prevê o Acórdão nº 2.229/2018 do TCU.

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