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Prisão de Bolsonaro repercute entre bolsonaristas de Goiás

Aliados afirmam que a prisão ocorreu em meio a relatos de que o ex-presidente estaria debilitado


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 22/11/2025 - 11:43

Gustavo Gayer (PL)
Gustavo Gayer foi um dos primeiros a se manifestar, em vídeo nas redes sociais (Foto: Divulgação - Câmara dos Deputados)

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes na manhã deste sábado (22), repercutiu imediatamente entre políticos goianos. Nas redes sociais, parlamentares ligados ao bolsonarismo criticaram a decisão, enquanto representantes alinhados à base do presidente Lula (PT) celebraram o que chamaram de “afirmação da democracia”.

A ordem de prisão foi motivada pela vigília organizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao local onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar desde setembro. A ação foi interpretada pelo ministro como descumprimento de medidas judiciais e risco à ordem pública.

Entre os primeiros a se manifestar, o deputado federal Gustavo Gayer (PL) afirmou que a prisão é “uma perseguição sem precedentes” e pediu que apoiadores “intensifiquem as orações” por Bolsonaro. “Se nós já estávamos preocupados, pensem na dona Michelle e nos filhos. É um momento de muita dor para todos os patriotas”, publicou.

O senador Wilder Morais (PL) chamou de perseguição a prisão de quem já cumpria prisão domiciliar “debilitado”. Morais afirmou que “a prisão do presidente por causa de uma vigília pacífica convocada por sua família é uma injustiça. É muito triste ver o rumo que o Brasil está tomando. Um líder político que governou o país, amado por milhões de brasileiros, sendo tratado como criminoso.”

O deputado estadual Amauri Ribeiro (União Brasil) classificou a medida como “autoritária” e disse que Jair “tornou-se um símbolo de patriotismo, coragem e esperança por dias melhores da nossa Nação.

O ex-deputado federal e vereador Major Vitor Hugo (PL), que foi líder de Bolsonaro no Congresso, disse que o ex-presidente é o “maior injustiçado desse País”. Segundo ele, este será “um dos fatos mais tristes da nossa história e certamente será lembrada como uma das maiores injustiças aplicadas a um homem público, honesto, patriota, um pai de família”.

Coronel Urzêda (PL) chamou de “ridícula esta justificativa” para decretar a prisão preventiva e disse que o “sistema quer matar, literalmente, Jair Bolsonaro”. Segundo Alexandre de Moraes, Bolsonaro teria rompido a tornozeleira eletrônica pouco após à meia-noite. “Por que o Capitão iria tentar romper 19 horas antes da vigília marcada na porta do condomínio que mora? Quem tem um neurônio verá que é uma estória para boi dormir. Não cola!”, escreveu.

Já  Sargento Novandir (MDB) criticou o que chamou de “retrato do Brasil de hoje” e declarou que Bolsonaro “foi preso por causa de uma vigília. É um absurdo e é uma covardia”.

A vereadora Aava Santiago (PSDB) citou Mateus 18:7 ao afirmar que “Ai dos que fazem coisas para induzir meus pequeninos ao erro. É inevitável que essas coisas aconteçam, mas AI DAQUELE por meio de quem elas acontecerem!”. O vereador petista Fabrício Rosa publicou vídeo com falas de bolsonaro atacando os diretos humanos e o sistema carcerário brasileiro.

A expectativa é de que novas manifestações de políticos goianos ocorram ao longo do sábado.

Bolsonaro passa mal

A prisão ocorreu em meio a relatos de que o ex-presidente estaria debilitado. Segundo aliados, Bolsonaro teria passado mal antes de ser levado para a superintendência da Polícia Federal. O estado de saúde motivou novas manifestações pedindo que ele continuasse em prisão domiciliar.

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