A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanha a disputa pelo Governo de Goiás com a expectativa de que um eventual segundo turno entre Daniel Vilela (MDB) e Wilder Morais (PL) reduza a participação de Ronaldo Caiado (PSD) na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, integrantes da campanha petista consideram que Caiado precisaria se dedicar à eleição de Daniel, seu aliado político e antigo vice-governador, caso o atual chefe do Executivo goiano enfrente Wilder na segunda etapa da disputa estadual.
Levantamentos eleitorais citados pela publicação apontam Daniel na liderança, enquanto Wilder aparece numericamente à frente de Marconi Perillo (PSDB) na disputa pela outra vaga no possível segundo turno. O resultado, contudo, será definido pelos eleitores neste domingo (4).
Wilder é aliado de Flávio Bolsonaro e representa o PL na eleição estadual. Em uma disputa direta entre o senador e Daniel, a avaliação dos lulistas é de que Caiado não teria espaço político para participar de forma intensa da campanha do candidato presidencial do PL.
A estratégia de Daniel, nesse cenário, deverá passar pela apresentação de uma candidatura moderada em oposição ao perfil bolsonarista de Wilder. Um envolvimento maior de Caiado na campanha de Flávio poderia dificultar esse discurso e ser explorado pelo adversário na disputa estadual.
A expectativa do grupo de Lula é de que Caiado, caso decida apoiar Flávio Bolsonaro contra o petista, limite-se a uma manifestação protocolar. A justificativa seria a oposição ao atual governo federal, sem uma participação direta e constante nos atos da campanha presidencial.
A avaliação representa uma projeção da coordenação petista e depende dos resultados das urnas. Caiado disputa o primeiro turno como candidato à Presidência pelo PSD, enquanto Daniel, Wilder e Marconi concorrem ao Governo de Goiás.






