
Fagner Pinho
Jargão que virou meme no País voltará à prova nas disputas do Grupo F da Copa
Depois da Copa do Mundo de 2014, quando a Alemanha enquadrou a Seleção Brasileira com os 7 a 1 aplicados ao natural, diante de uma atônita equipe comandada por Luis Felipe Scolari, o jargão “Parecia a Alemanha” virou uma espécie de meme para se referir a equipes que goleavam adversários em qualquer competição.
Um exagero, claro, uma vez que a Alemanha jogou bem naquela Copa apenas contra o Brasil – mais pela imaturidade emocional de vários atletas brasileiros – do que propriamente da força dos alemães, que vieram a ser campeões depois de uma disputa vencida contra a Argentina na prorrogação, por 1 a 0.
Neste ano, a Alemanha volta a disputar uma Copa no Grupo F, no qual o jargão poderá ser posto à prova contra seleções da estirpe de Suécia, que eliminou ninguém mais ninguém menos do que a Itália, nas eliminatórias; da incógnita México e da tradicional, mas inofensiva, Coreia do Sul.
Será que a força dos alemães será a mesma do último mundial? Irá a Alemanha alcançar o Brasil em números de títulos mundiais? Respostas para começarem a ser respondidas a partir do dia 17 de junho.
Seleções do Grupo F
Alemanha
Atual campeã, a seleção germânica entra em campo neste ano como a maior favorita a conseguir o título ao lado da Espanha e talvez de Brasil e França. Com a base de 2014 mantida, e contando com o reforço de nomes como Sandro Wagner e de Goretzka, a Alemanha é ampla favorita no grupo.
Nestes quatro anos de hiato entre uma competição e outra, porém, a Alemanha deu mostras de que não é imbatível. Na Eurocopa de 2016, por exemplo, os alemães até fizeram uma boa competição, se classificando em primeiro no seu grupo e eliminando Eslováquia e Itália nas fases seguintes.
Na semifinal, entretanto, a Alemanha foi presa fácil para a forte seleção da França, que dominou toda a partida e venceu por 2 a 0. Neste ano fica a dúvida: qual será a seleção em campo? A de 2014, que chegou para vencer, ou a de 2016, que foi bem, mas foi eliminada ao domínio francês?
México
O México foi uma das surpresas da Copa de 2014. Contando com um grupo forte e experiente, os mexicanos fizeram frente ao Brasil na fase classificatória ficando em segundo lugar na chave, que contava ainda com seleções do porte da Croácia e de Camarões.
Nas oitavas de final os mexicanos por pouco não eliminaram a Holanda. O México vencia até os 43 minutos do segundo tempo, quando os batavos viraram a partida em três minutos. Durante aquela competição, o mundo ficou conhecendo talentos como o excelente goleiro Ochoa, que fechou o gol na partida contra o Brasil, por exemplo.
Neste ano, ele estará no comando do gol mexicano mais uma vez e, ao lado de companheiros como Chicarito Hernández, Guardado, Corona e Carlos Vera, tentará levar o México, desta vez, mais longe. Talvez até as quartas de final. Para tal, deverá passar, antes, pela primeira fase.
Suécia
Desde a década de 1990 a Suécia vem sendo figurinha constante em mundiais de futebol. E desde então, ao menos um dos jogadores suecos são unanimidade no futebol mundial. Foi assim na Copa da Itália, quando Brolin comandava o ataque e em 1994, nos Estados Unidos, quando havia o goleiro Ravelli e o atacante Dahlin na equipe.
Já em 2002 e também no ano de 2006, a seleção sueca contou em seu ataque com dois dos maiores atacantes da história do futebol mundial: Henrick Larsson e Zlatan Ibrahimovic. No entanto, mesmo contando com os dois jogadores, a Suécia não passou das oitavas de final em ambos torneios.

Já neste ano, a força da Suécia é na parte coletiva. Trata-se de uma equipe operária, onde o maior destaque é o experiente atacante Berg, que hoje ganha petrodólares no futebol do Oriente Médio.
Pensando nesta coletividade é que a comissão técnica abriu mão de contar com o Ibrahimovic nesta Copa. Agora, os suecos precisam mostrar que podem ir longe sem ele. Se mostrarem o que mostraram contra a Itália, é possível que sim.
Coreia do Sul
Há muitos anos a Coreia do Sul é considerada como a maior força do futebol asiático. Presença constante em Copas do Mundo, sua melhor colocação, antes de 2002, sempre havia sido a primeira fase das competições mundiais, contando, ainda, com um empate com a forte Espanha em 1994, por 2 a 2.
Isso até chegar o ano de 2002, quando a Coreia sediou a Copa do Mundo ao lado do Japão. Contando com uma seleção comandada pelo excelente Park Ju Song, que mais tarde brilharia no Manchester United e viria a ser o melhor jogador da história do país, além do apoio da torcida, os coreanos alcançaram as semifinais, sendo eliminados pela Alemanha.
Neste ano, sem contar com Park Ju Song, o time chega a Copa do Mundo com pouquíssimos jogadores que atuam fora do país. A exceção é o bom atacante Son, que joga pelo Tottenham, da Inglaterra. É com ele que os coreanos seguem na esperança de conseguir chegar, ao menos, nas oitavas de final.















