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Saiba quem foi Renato Machado, jornalista que morreu nesta quinta-feira (17)

Ex-apresentador do Bom Dia Brasil e correspondente internacional deixa legado de mais de quatro décadas no telejornalismo brasileiro.


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 16/07/2026 - 16:26

Saiba quem foi Renato Machado, jornalista que morreu nesta quinta-feira (17)
Saiba quem foi Renato Machado, jornalista que morreu nesta quinta-feira (17) - Foto: Reprodução/O Globo

Ex-apresentador do Bom Dia Brasil e correspondente internacional deixa legado de mais de quatro décadas no telejornalismo brasileiro.

O jornalista Renato Machado morreu na manhã desta quinta-feira (16), aos 83 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi informada pela família nem pelo hospital.

Machado construiu uma carreira de mais de quatro décadas na TV Globo, onde se tornou um dos nomes mais respeitados do telejornalismo brasileiro. Ele apresentou o Jornal da Globo e o RJTV, integrou a bancada do Jornal Nacional e atuou como correspondente internacional e repórter especial.

Entre 1996 e 2010, foi apresentador e editor-chefe do Bom Dia Brasil, período em que ajudou a reformular o telejornal com um formato mais dinâmico, com maior interação entre os apresentadores e entradas ao vivo.

Da atuação ao jornalismo

Renato Machado nasceu em 21 de março de 1943, no Rio de Janeiro, e formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) antes de se dedicar ao jornalismo. Antes disso, teve uma breve carreira como ator no teatro e na televisão.

Participou de montagens de teatro como A Tempestade e Antígona e integrou o histórico Teatro Oficina, em São Paulo. Na televisão, atuou nas novelas Rosinha do Sobrado (1965), A Moreninha (1965) e Sangue do Meu Sangue (1969), além de trabalhos como dublador de seriados. Em entrevista ao Programa do Jô, a atriz Regina Duarte lembrou da convivência com Machado: “O Renato me impressionava muito pela inteligência, era articuladíssimo, culto, informado, bacana, gente boa”.

Carreira no jornalismo

A carreira de Machado no jornalismo começou em 1969, como repórter do Jornal do Brasil. Em 1982, foi contratado pela TV Globo e, nos primeiros anos, participou da cobertura da Guerra das Malvinas.

Em 1983, assumiu o posto de correspondente em Londres, onde permaneceu por seis anos, acompanhando acontecimentos como o acidente nuclear de Chernobyl e os atentados terroristas em Paris, ambos em 1986. Retornou ao Brasil como repórter especial em 1988 e, em 1996, assumiu a bancada do Bom Dia Brasil, onde ficou até 2011.

Em setembro daquele ano, voltou a Londres como correspondente. Em 2016, retornou ao Brasil como repórter especial do Globo Repórter. Além do trabalho na TV, colaborou com a rádio CBN e escreveu sobre vinhos, uma de suas paixões.

Homenagens

Em seu último post no Instagram, no sábado (11), ele relembrou a cobertura da final da Copa do Mundo de 2002, quando o Brasil conquistou o pentacampeonato. Colegas e amigos prestaram homenagens. A jornalista Leilane Neubarth, que dividiu a bancada do Bom Dia Brasil com Machado, afirmou: “Eu brincava que ele era um sangue azul e eu um polvo. Renato era um lord, um príncipe. Aprendi muito com ele”. Renata Capucci também se despediu: “Vou lembrar de você assim, sorrindo, feliz, acompanhado dos seus vinhos especiais, dando aula sobre todos os assuntos”.

O luto na comunicação e as homenagens a Renato Machado são um lembrete da importância do jornalismo de qualidade e da memória dos grandes profissionais da imprensa. Para quem deseja conhecer mais sobre a trajetória de Machado, o acervo da TV Globo e os arquivos do Jornal do Brasil contêm registros de sua carreira. A família ainda não divulgou informações sobre velório e sepultamento.

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