O Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra) da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) divulgou nesta quinta-feira (04) o Relatório de Infraestrutura – Saneamento 2025, que oferece uma análise detalhada sobre os serviços de abastecimento de água, perdas hídricas, coleta e tratamento de esgoto no estado. A pesquisa, que utiliza dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), revela avanços significativos na última década, mas também destaca a urgência em acelerar os investimentos necessários para cumprir as metas do Marco Legal do Saneamento.
Avanços no Saneamento
Segundo o relatório, a cobertura de abastecimento de água atingiu 89,3% da população de Goiás e 98,2% da população urbana, com uma evolução constante desde 2010. Outro dado importante é a redução significativa das perdas de água na distribuição, que caíram de 32,2% para 23,5% nos últimos 14 anos – um desempenho superior à média nacional, que é de 39,9%.
Na coleta de esgoto, o estado também avançou: a população atendida subiu de 37,6% para 67,3%, e o tratamento do esgoto coletado alcançou 94,7%, um dos melhores índices da região. No entanto, o tratamento de todo o esgoto gerado está em 60%, o que indica a necessidade de expansão da infraestrutura de coleta.
Marco Legal do Saneamento
O Marco Legal do Saneamento, sancionado em 2020, estabelece prazos para a universalização dos serviços de saneamento no Brasil até 2033, com possibilidade de extensão até 2040. Apesar de Goiás ter um desempenho superior à média nacional, o relatório aponta que ainda há desafios a serem superados, especialmente no que diz respeito à ampliação da coleta de esgoto e na redução das desigualdades entre áreas urbanas e regiões menos populosas.
O presidente do Coinfra, Célio Eustáquio de Moura, destacou que, embora os avanços sejam evidentes, a aceleração dos investimentos é crucial: “O saneamento impacta diretamente a saúde das cidades, o desenvolvimento regional e a segurança hídrica das indústrias. Precisamos avançar mais rapidamente para cumprir as metas e garantir que todos os cidadãos tenham acesso a serviços essenciais”, afirmou.
Saneamento e Competitividade Industrial
O relatório também sublinha a importância do saneamento para a competitividade industrial. A disponibilidade de água tratada, em quantidade e regularidade, é um insumo essencial para diversos setores, como alimentos e bebidas, farmacêutico, mineração, metalurgia e agroindústrias. A falta de infraestrutura adequada pode elevar custos operacionais e comprometer a produtividade.
Além disso, municípios com saneamento bem desenvolvido tendem a atrair mais investimentos, ao mesmo tempo em que reduzem riscos ambientais e sanitários. Para Célio Eustáquio, “investir em saneamento é fortalecer o ambiente de negócios. Redes eficientes, com menores perdas de água e maior confiabilidade no abastecimento, são fundamentais para a indústria planejar o futuro e aumentar sua competitividade.”
Desafios Persistentes
Apesar dos avanços, o relatório aponta que ainda há desafios importantes a serem enfrentados, como:
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Expansão da coleta e tratamento de esgoto: Principalmente em áreas menos urbanizadas.
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Modernização das redes e equipamentos: Para reduzir ainda mais as perdas de água.
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Garantia de investimentos contínuos: Públicos e privados, alinhados com as metas do Marco Legal do Saneamento.
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Aprimoramento dos sistemas de monitoramento e gestão: Para aumentar a eficiência e sustentabilidade do setor.












