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Seduc abre vagas temporárias após Justiça cobrar servidores em Rio Verde

Contratações emergenciais buscam suprir déficit de professores, merendeiras e profissionais de apoio na rede estadual


Por Carlos Nathan Sampaio em 29/09/2026 - 09:54

Seduc abre vagas temporárias após Justiça cobrar servidores em Rio Verde
(Foto: Divulgação)

A Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO) abriu novas vagas temporárias emergenciais para suprir a falta de profissionais em escolas estaduais de Rio Verde. Os comunicados foram publicados após a Justiça determinar que o Estado adotasse medidas para regularizar o déficit de servidores nas unidades do município.

Nesta quarta-feira (30), termina o prazo para a seleção de um profissional de apoio escolar para o Colégio Estadual Frederico Jayme, na extensão instalada na Escola Municipal Rural São José do Pontal. A vaga possui carga horária de 30 horas semanais, no período matutino. Os interessados podem enviar o currículo até as 18h.

Outras quatro seleções receberam inscrições até as 18h de segunda-feira (28). As oportunidades eram para um executor de serviços auxiliares no Colégio Estadual em Período Integral (CEPI) Maria Ribeiro Carneiro e três merendeiras, destinadas aos colégios estaduais Abel Pereira de Castro, Miltes Furquim de Oliveira e Olynto Pereira de Castro. Todas essas vagas possuem jornada de 40 horas semanais.

Nos comunicados, a própria Seduc informa que as contratações são realizadas em cumprimento de decisão judicial e têm como justificativa o déficit de profissionais. A pasta também afirma que não existe atualmente um Processo Seletivo Simplificado vigente capaz de atender à demanda.

A cobrança judicial ocorreu após o Ministério Público de Goiás (MPGO) identificar falta de servidores em diferentes escolas estaduais de Rio Verde. O levantamento apresentado no processo apontou déficit de oito professores, além da ausência de coordenadores, auxiliares, laboratorista, profissionais de apoio, merendeiras, vigia e trabalhadores de serviços gerais.

Um dos casos mais graves foi registrado no CEPI Maria Ribeiro Carneiro, onde o déficit correspondia a 90 aulas semanais de Matemática sem professor responsável. No Colégio Estadual Eugênio Jardim, a apuração começou após ser constatada a falta de profissionais para as disciplinas de Matemática e Estudo Orientado de Matemática.

A Seduc reconheceu as carências e atribuiu parte do problema a afastamentos médicos, licenças, rescisões contratuais e desligamentos de servidores. As contratações emergenciais devem funcionar como uma medida temporária enquanto o Estado busca regularizar o quadro de profissionais nas escolas.

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