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Síndico que confessou matar corretora participa de perícias e diligências em Caldas Novas

Cléber Rosa de Oliveira foi levado a locais relacionados à investigação e colabora com a Polícia Civil enquanto exames periciais complementares são realizados para esclarecer a dinâmica do crime


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 31/01/2026 - 06:25

Caso Daiane: Justiça ouve familiares e delegado em audiência

O síndico Cléber Rosa de Oliveira, que confessou ter matado a corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, está participando de exames periciais complementares e diligências técnicas em Caldas Novas, no sul de Goiás, como parte da investigação conduzida pela Polícia Civil. Os procedimentos visam aprofundar pontos da apuração sobre como o assassianto aconteceu, reunindo elementos que ajudem a esclarecer detalhes sobre o crime.

Cléber foi levado por agentes a locais considerados relevantes para o esclarecimento dos fatos, incluindo áreas onde partes do caso estão sendo analisadas, e permanece sob custódia da polícia. A participação dele nesses procedimentos não é classificada como reconstituição formal dos fatos, mas como etapas investigativas complementares para consolidar o conjunto de provas técnicas.

Daiane estava desaparecida desde dezembro do ano passado, quando foi vista pela última vez no condomínio onde morava. O corpo da corretora foi encontrado mais de 40 dias após o crime em uma área de mata na região.

O filho de Cléber, Maicon Douglas, foi preso e é investigado por ter auxiliado o pai no crime e por obstrução à investigação. A defesa nega a participação dele nos fatos.

Prisões mantidas

A Justiça manteve, nesta quarta-feira (28), as prisões temporárias de Cléber Rosa de Oliveira e de seu filho, Maicon Douglas Souza de Oliveira, investigados pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, desaparecida desde dezembro de 2025, em Caldas Novas.

A decisão foi tomada pela juíza Vaneska da Silva Baruki, titular da 1ª Vara Criminal do município, durante audiência de custódia. Segundo a magistrada, há indícios de autoria em relação a Cléber Rosa de Oliveira, especialmente em razão do histórico de conflitos entre ele e a vítima.

No caso de Maicon Douglas Souza de Oliveira, a Justiça apontou indícios de auxílio posterior ao crime e de atuação voltada a dificultar as investigações, principalmente no que se refere à produção de provas digitais. Entre os fatos citados está a aquisição de um novo aparelho celular para Cléber Rosa no dia 17 de janeiro, logo após a realização de diligências periciais consideradas relevantes.

De acordo com a decisão, a manutenção das prisões temporárias é necessária para garantir o avanço das investigações, possibilitar a realização de interrogatórios, identificar eventuais outros envolvidos e esclarecer a dinâmica dos fatos, além de evitar a fuga dos investigados.

A juíza também autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos e a terceiros, além da quebra de sigilo de dados telefônicos e telemáticos de aparelhos que venham a ser apreendidos, incluindo acesso a conteúdos armazenados em nuvem e backups.

Ainda foi determinada a condução coercitiva de João Vieira Filho, porteiro do prédio onde o crime teria ocorrido.

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