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Subsídio do governo para baixar preço do combustível mal começa e Petrobras anuncia reajustes; confira valor

Mesmo com programa federal para conter alta, gasolina terá aumento nas refinarias e consumidor pode sentir novo impacto nos postos


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 28/05/2026 - 13:46

A ação foi motivada após ser observado aumento repentino no valor preço do combustível
(Foto: Reprodução)

Mal entrou em vigor o programa do governo federal criado para tentar segurar o preço do combustível nos postos, e a Petrobras já anunciou um novo reajuste na gasolina. A estatal confirmou aumento de R$ 0,48 por litro nas refinarias, em movimento que expõe a dificuldade do Palácio do Planalto em controlar a escalada dos preços em meio à pressão internacional causada pela guerra no Oriente Médio.

A medida ocorre poucos dias após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinar decreto regulamentando a subvenção federal sobre combustíveis. O programa funciona como uma espécie de “cashback”, devolvendo parte dos impostos pagos pelas empresas para amenizar os reajustes e evitar um impacto ainda maior no bolso do consumidor.

Na prática, porém, o alívio será pequeno. Segundo a Petrobras, apesar do reajuste de R$ 0,48 por litro nas refinarias, o aumento efetivo para as distribuidoras será de apenas R$ 0,04 graças ao subsídio de R$ 0,44 concedido pelo governo federal.

Ainda assim, o consumidor deve sentir aumento nos postos. De acordo com a estatal, considerando a mistura obrigatória de 70% de gasolina e 30% de etanol anidro, o impacto final será de até R$ 0,03 por litro na bomba.

O reajuste já era esperado pelo mercado e havia sido antecipado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, que aguardava apenas a regulamentação da ajuda federal para oficializar a alta.

O anúncio reforça o cenário contraditório enfrentado pelo governo: ao mesmo tempo em que lança programas bilionários para tentar conter a inflação dos combustíveis, precisa lidar com uma Petrobras pressionada pelas cotações internacionais do petróleo e pela defasagem dos preços internos.

Segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustível), o preço da gasolina vendida pela Petrobras ainda estava R$ 1,37 abaixo da paridade internacional nesta quinta-feira (28), diferença considerada elevada pelo setor.

A disparada no preço do petróleo começou após o agravamento do conflito entre Irã e Israel e ganhou força com a proximidade do verão no Hemisfério Norte, período em que aumenta o consumo de combustíveis nos Estados Unidos.

Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que o preço de paridade de importação da gasolina nos portos brasileiros subiu quase 80% desde o início da guerra no Oriente Médio.

O governo chegou a estudar alternativas mais amplas para reduzir os impostos sobre combustíveis, incluindo um projeto de lei para usar receitas extras do petróleo, mas a proposta não avançou no Congresso. A medida provisória permitia um abatimento de até R$ 0,89 por litro, equivalente ao valor total de tributos federais, mas o Ministério da Fazenda optou por liberar menos da metade desse montante.

Além da gasolina, o diesel também voltou a receber incentivo federal. O novo subsídio será de R$ 0,35 por litro, somando-se aos benefícios anteriores concedidos para produtores nacionais e importadores.

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