O goiano Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, apontado pela Polícia Civil como serial killer responsável por uma série de crimes em Goiás e na Bahia, foi condenado a 41 anos e 8 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato de Elisângela Silva de Souza, de 26 anos, morta em 11 de setembro enquanto seguia para o trabalho, em Rio Verde, no sudoeste goiano.
A decisão foi anunciada após um julgamento marcado pela gravidade dos crimes e pela forte comoção social gerada pelo caso.
Condenação por múltiplos crimes
Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), Rildo foi condenado por homicídio triplamente qualificado, estupro, roubo majorado e ocultação de cadáver. O MP também solicitou que fosse fixada uma indenização de R$ 100 mil à família da vítima.
As investigações apontaram que Elisângela foi abordada durante a madrugada, obrigada a entregar seus pertences e levada a um lote vazio, onde teria sido violentada sexualmente e assassinada. Em seguida, o acusado teria tentado esconder o corpo entre entulhos para dificultar a localização.
O crime desencadeou uma força-tarefa entre Polícia Civil e MPGO diante da suspeita de que o réu pudesse estar envolvido em outros atos violentos.
Suspeita de ligação com até 16 crimes
Mesmo com a condenação, Rildo Soares ainda deve responder por outros processos. As autoridades investigam sua possível relação com 16 crimes cometidos em Goiás e na Bahia, incluindo feminicídios, estupros — alguns envolvendo vítimas vulneráveis —, além de roubos e outros delitos graves.
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) já marcou mais duas sessões do Tribunal do Júri referentes ao acusado:
15 de dezembro – julgamento pelo feminicídio de Monara Pires Gouveia de Moraes;
16 de dezembro – julgamento pelo feminicídio de Alexania Hermogenes Carneiro.
Rildo segue preso preventivamente, e a expectativa é de que os próximos julgamentos mantenham grande repercussão devido ao padrão de violência atribuído ao réu.
Defesa se manifesta
Em nota, a defesa de Rildo afirmou que sua atuação se limita a garantir o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa. Os advogados disseram não emitir juízo de valor sobre as acusações apresentadas em plenário e declararam confiar no trabalho do Judiciário, destacando que os fatos deverão ser esclarecidos perante os jurados.














