Nesta segunda-feira (25), o Supremo Tribunal Federal (STF) dá início ao julgamento de uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete envolvidos, acusados de tentativa de golpe de Estado.
Com forte esquema de segurança, a Primeira Turma da Corte inicia um processo que pode levar à condenação do ex-presidente a até 43 anos de prisão. O julgamento começa com a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes e segue com as argumentações da PGR e defesa.
O ex-presidente Bolsonaro, já inelegível até 2030 devido a uma condenação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enfrentará ainda mais restrições políticas caso a denúncia seja aceita. Seus aliados políticos estão em frentes diferentes, divididos quanto ao cenário eleitoral de 2026, enquanto tentam pressionar o Congresso e mobilizar a opinião pública.
O processo envolve acusações graves, como organização criminosa e tentativa de golpe de Estado, sendo que o núcleo de ex-ministros, como Walter Braga Netto e Anderson Torres, também será analisado. A denúncia da PGR alega que a trama golpista envolveu uma “organização criminosa” com forte apoio de setores militares.
A primeira fase do julgamento envolve a decisão de aceitar ou não a denúncia, e, caso seja aceita, a ação penal será aberta, com depoimentos e coleta de provas. Os réus, incluindo Bolsonaro, podem enfrentar uma série de acusações e, caso condenados, terão seus destinos políticos drasticamente alterados.
Durante o julgamento, a segurança no STF foi intensificada, incluindo varreduras antibomba e controle rigoroso de acesso. Bolsonaro deverá permanecer em Brasília, aguardando o andamento do julgamento, com alguns aliados sugerindo que ele acompanhe as sessões de um local não especificado.
A expectativa é de que a Primeira Turma delibere com celeridade, mas a tensão política continua a crescer à medida que o ex-presidente enfrenta um dos maiores desafios de sua carreira política.