O tenente-coronel do Exército Guilherme Marques Almeida, condenado a 13 anos e 6 meses de prisão por participação na trama golpista de 8 de janeiro, se apresentou nesta segunda-feira (29) à Polícia Federal (PF) em Goiânia (GO) para dar início ao cumprimento da prisão domiciliar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida cautelar de prisão domiciliar foi decretada no sábado (27) pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal no STF, como parte de uma estratégia para evitar fugas dos condenados fora do país, motivada pela captura do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, que tentou embarcar para o exterior após ter interrompido o uso da tornozeleira eletrônica.
Marques Almeida estava na Bahia quando a decisão foi publicada e comunicou às autoridades que retornaria à capital goiana para cumprir a determinação judicial. Ao apresentar-se à PF, ele foi acompanhado por agentes e iniciará as medidas cautelares estabelecidas, que incluem:
- Uso de tornozeleira eletrônica;
- Proibição de uso de redes sociais;
- Vedação de contato com outros investigados no processo;
- Entrega do passaporte às autoridades.
O militar integra o chamado núcleo 4 da trama golpista, acusado de ações para disseminar desinformação e atacar o sistema eleitoral após o pleito de 2022. Ele e outros condenados já começam a cumprir suas medidas cautelares nas respectivas cidades onde foram determinados pelo STF.
Com a entrega de Marques Almeida, o único condenado que segue foragido das medidas decretadas pelo STF é Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (IVL), que não foi localizado pelos agentes e permanece fora do alcance da Justiça.













