Um forte terremoto de magnitude 7,8 atingiu a região de Mindanao, no sul das Filipinas, no último domingo (7), deixando um rastro de destruição, mortes e milhares de pessoas em estado de alerta. O tremor provocou o colapso de edifícios, interrompeu serviços essenciais e levou autoridades das Filipinas, Indonésia e de organismos internacionais a emitirem alertas de tsunami para áreas costeiras da região.
Segundo informações divulgadas por veículos internacionais, ao menos 32 pessoas morreram em consequência do desastre. Dados preliminares apresentados por órgãos de resposta a emergências contabilizavam inicialmente 19 mortos, 134 feridos e 12 desaparecidos, mas os números continuavam sendo atualizados à medida que equipes de resgate avançavam sobre as áreas mais atingidas.
O terremoto foi registrado às 7h37 no horário local, justamente no momento em que milhares de estudantes retornavam às escolas para o início do novo ano letivo. O epicentro foi localizado a cerca de 13 quilômetros a sudoeste de General Santos City, uma das cidades mais populosas da região. O Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia estimou a profundidade inicial em 10 quilômetros, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) apontou profundidade de 55 quilômetros.
A força do abalo foi sentida em diversas províncias do sul das Filipinas e também em regiões da Indonésia, incluindo Sulawesi do Norte e Maluku do Norte. Em General Santos, o cenário após o tremor foi descrito pelas autoridades como caótico. Lojas ficaram destruídas, fachadas desabaram, vidros se espalharam pelas ruas e blecautes interromperam o fornecimento de energia elétrica.
Vídeos compartilhados nas redes sociais registraram o momento em que parte de um restaurante da rede Jollibee desabou. Também foram registrados danos em centros comerciais, edifícios públicos e residências. “Muitos prédios foram afetados, mas não posso enumerá-los agora porque estamos totalmente ocupados com os resgates em andamento”, afirmou o policial Robert Dagon, de General Santos.
A tragédia teve impacto especial sobre a comunidade escolar. Na província de Davao do Sul, parte da estrutura de uma escola desabou enquanto estudantes participavam das atividades de retorno às aulas. Imagens divulgadas por veículos locais mostram crianças correndo em desespero para buscar abrigo durante a tradicional cerimônia de hasteamento da bandeira.
Diante do trauma causado pelo desastre, equipes da Cruz Vermelha das Filipinas foram mobilizadas para prestar apoio psicológico e atendimento emergencial em unidades de ensino da região.
Logo após o terremoto, centros internacionais de monitoramento emitiram alertas de tsunami prevendo ondas de até três metros para partes do litoral filipino e de até um metro para áreas costeiras da Indonésia e da Malásia. Embora a ameaça tenha sido posteriormente reduzida, as autoridades mantiveram o estado de atenção máxima devido ao risco de fortes réplicas.
Em pronunciamento oficial, o presidente Ferdinand Marcos Jr. informou que centros de evacuação foram abertos para receber desabrigados e anunciou o fechamento temporário das escolas nas áreas afetadas. “A segurança de nossas crianças vem em primeiro lugar”, declarou.
As Filipinas estão situadas no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma das regiões de maior atividade sísmica do planeta. O fenômeno ocorre devido ao encontro de diversas placas tectônicas, tornando frequentes os registros de terremotos e erupções vulcânicas. Enquanto equipes de resgate seguem procurando desaparecidos, o país começa a contabilizar os prejuízos de mais uma tragédia natural de grandes proporções.












