O senador Vanderlan Cardoso (PSD), candidato à reeleição, afirmou que o senador Wilder Morais (PL) poderia ter intervindo para conter os ataques que atribui a antigos aliados. Em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey, colunista da Tribuna do Planalto, o parlamentar cobrou uma manifestação do ex-parceiro em reconhecimento à sua participação na campanha de 2022.
“Ele poderia também, como presidente do PL, ter saído ali e pelo menos falado: ‘Olha, para com isso, vocês estão exagerando nessa dose aí de desconstrução’”, afirmou. Segundo Vanderlan, Wilder poderia ter lembrado aos integrantes do grupo que ele havia sido parceiro tanto do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro quanto da campanha daquele ano.
A cobrança surgiu quando o senador foi questionado sobre o afastamento do grupo formado com Wilder e o atual vereador por Goiânia Major Vitor Hugo (PL). Vanderlan atribuiu a separação às diferenças de posicionamento, mas negou guardar mágoa dos dois.
Da montagem da chapa à “desconstrução”
Ao revisitar a eleição de 2022, Vanderlan afirmou que ajudou a montar a chapa em Goiás a pedido de Bolsonaro. Disse ter sido “usado” nessa articulação, que resultou na eleição de Wilder ao Senado e reuniu o grupo em torno da candidatura de Vitor Hugo ao governo estadual.
Segundo seu relato, o processo de desgaste começou depois daquela eleição e teve maior efeito na campanha municipal de 2024. O senador atribuiu a ofensiva à intenção de antigos parceiros de disputar seu espaço político no Senado. Na resposta, não individualizou a responsabilidade por cada ataque mencionado.
“Eu acho que nesse grupo ali eles não queriam uma pessoa que tenha pensamento próprio”, declarou. Vanderlan afirmou que não alterou suas pautas e defendeu o diálogo com parlamentares de diferentes posições como parte de sua atuação em Brasília.
“Eu só consegui o que eu consegui para o estado de Goiás e para o país porque, graças a Deus, eu tenho diálogo”, disse. Para sustentar a avaliação, citou sua passagem por comissões e a participação na tramitação de projetos.
Distanciamento sem mágoa
Apesar da cobrança, Vanderlan chamou Wilder e Vitor Hugo de amigos. Disse que houve afastamento político, mas rejeitou a ideia de ressentimento pessoal. “Eu não tenho essa mágoa não, o Wilder é um amigo, Vitor Hugo da mesma forma”, afirmou.
O senador associou a separação aos projetos defendidos nesta eleição. Reafirmou apoio ao governador Daniel Vilela e ao ex-governador Ronaldo Caiado, enquanto reconheceu estar em campo oposto ao de Wilder e da família Bolsonaro.
“Eu estou ao lado oposto agora com a família Bolsonaro, estou apoiando Ronaldo Caiado”, declarou. Ao lembrar que as composições mudam entre uma eleição e outra, não descartou entendimentos futuros: “O adversário de hoje pode ser um aliado de amanhã”.












