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Vereador Idelson Mendes renuncia à presidência da Câmara de Rio Verde após prisão e investigação

Majoridade dos vereadores articula saída do presidente do Legislativo em meio à Operação Regra Três, que apura fraudes em contratos e licitações


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 09/02/2026 - 12:30

Com a renúncia de Idelson à presidência, o vice-presidente da Câmara, Francisco Nunes de Moraes, conhecido como Cabo Moraes, passa a responder interinamente pelo comando do Legislativo. (Imagem: Reprodução)

O vereador Idelson Mendes (PRD) renunciou ao cargo de presidente da Câmara Municipal de Rio Verde em meio à crise institucional que se instalou na Casa após sua prisão preventiva, decretada no âmbito da quarta fase da Operação Regra Três, conduzida pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) e pelo Gaeco Sul — braço do órgão especializado no combate ao crime organizado. A decisão foi formalizada por meio de uma carta de renúncia, lida em plenário pela vereadora Nayara Barcelos (PSD).

Idelson, que estava detido desde o início da operação por suspeita de envolvimento em um esquema de irregularidades em licitações e contratos públicos no Legislativo municipal, apresentou formalmente a renúncia ao cargo de presidente, preservando, ao menos por ora, seu mandato como vereador. A articulação pela saída dele do comando da Câmara contou com o apoio da maioria absoluta dos vereadores da Casa, que se reuniram internamente e definiram a estratégia para efetivar a mudança de direção no Legislativo.

A Operação Regra Três investiga supostas fraudes envolvendo procedimentos de inexigibilidade de licitação e contratações que teriam beneficiado empresas e agentes públicos em Rio Verde, incluindo a contratação de uma instituição de ensino para a realização de um concurso público posteriormente suspenso e cancelado pela Justiça e pelo Tribunal de Contas dos Municípios.

Durante os desdobramentos da operação, Idelson foi preso preventivamente na madrugada de quinta-feira (05), em cumprimento a mandados judiciais que também resultaram na detenção de outras pessoas ligadas à Câmara e na realização de buscas e apreensões.

Com a renúncia de Idelson à presidência, o vice-presidente da Câmara, Francisco Nunes de Moraes, conhecido como Cabo Moraes, passa a responder interinamente pelo comando do Legislativo. O grupo de vereadores defende a continuidade dos trabalhos com foco na transparência administrativa e na normalização das atividades da Casa enquanto as investigações seguem em andamento.

O caso segue sob apuração pelo MPGO e o Gaeco Sul.

Nós ainda não conseguimos localizar a defesa de Idelson.

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