O anúncio da filiação do governador Ronaldo Caiado ao PSD não se deu sem que Gilberto Kassab (PSD) conversasse com o senador Vanderlan Cardoso (PSD, que teria avalizado a filiação do governador à legenda. Vanderlan avalia que a vinda de Caiado é boa para o partido, principalmente para ajudar a montar chapas. O presidente do PSD goiano já vinha com conversas adiantadas com Daniel Vilela (MDB) sobre a montagem das chapas proporcionais.
O senador está fora de Goiás e, assim que voltar, deve se reunir com Kassab e Caiado para tratar de especificidades em relação a Goiás. Ele adianta, no entanto, que mantém a presidência do PSD em Goiás, não pretende sair do partido e mantém a pré-candidatura ao Senado, que, na avaliação dele, fica mais fortalecida com o governador do estado e pré-candidato à presidência no mesmo partido que ele.
Novos cenários
A filiação de Ronaldo Caiado ao PSD cria novos cenários para a eleição de 2026. Caso na disputa com Ratinho Jr e Eduardo Leite Ronaldo Caiado seja escolhido o candidato a presidente da República do PSD, a chapa majoritária deve manter o desenho atual – Daniel Vilela (MDB) candidato a governador, Gracinha Caiado (UB) candidata a senadora e a vaga de vice governador e a segunda vaga ao Senado a serem negociadas. Mas, neste cenário, Vanderlan Cardoso ganha força para disputar a segunda vaga do Senado, que Caiado estava negociando com o PL para Gustavo Gayer.
Dois senadores do PSD
Em um segundo cenário, no qual Ronaldo Caiado não seja o candidato a presidente da República, é provável que ele dispute a vaga do Senado no lugar de Gracinha Caiado, e o UB deve indicar o vice de Daniel Vilela. A dificuldade desta composição seria ter dois senadores do PSD na disputa: Caiado e Vanderlan. Gracinha Caiado disputaria uma cadeira na Câmara Federal.
Critérios
Gilberto Kassab afirmou em entrevista ao Estúdio i que a escolha do candidato do partido à Presidência da República em 2026 não será definida apenas pelas pesquisas de intenção de voto. Ele disse que existe a possibilidade de um pré-candidato pior posicionado nas sondagens ser escolhido em detrimento de quem estiver à frente.
Surpresa
O presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, foi surpreendido com a filiação de Ronaldo Caiado ao PSD. Segundo Paulinho, Caiado havia ligado para ele, dizendo que iriam conversar e, no mesmo dia, soube, pela imprensa, que Caiado havia anunciado a filiação ao PSD.
Conto do vigário
Paulinho da Força avalia que a movimentação indica que Caiado desistiu da candidatura, “porque na medida que ele foi para o PSD, ele entrou num beco. Estava num canto e foi para um beco sem saída, porque o PSD tem três candidatos a presidente e os outros dois mais bem colocados do que Caiado”, disse em entrevista à JP. “E acho que ele caiu numa conversa, digamos assim, no conto do vigário do Kassab”.
PL ultrapassa PSD e se torna o maior partido do Senado
O PL se tornou o maior partido, com 15 senadores. No início dessa legislatura, em 2023, o PSD era o maior partido do Senado, com 15 membros. Três anos depois, o PL atingiu esse número, com a vinda de Izalci Lucas, do Distrito Federal, ex- PSDB, e Márcio Bittar, do Acre, que saiu do União Brasil. O PSD agora está em segundo, com 14 senadores, depois que perdeu a senadora Daniella Ribeiro, da Paraíba, que foi para o PP.
MDB e PT
Em terceiro lugar, segue o MDB, com 10 senadores. O partido perdeu Giordano, agora sem filiação, mas ganhou Alessandro Vieira, de Sergipe, que também deixou o PSDB. O PT está em quarto lugar no ranking, com 9 cadeiras.
Regalias
No Senado, o partido tem que ter uma bancada de, no mínimo, três parlamentares para compor uma liderança do ponto de vista administrativo. E quando se tem uma liderança, recebe o apoio administrativo para essa liderança, um número significativo de cargos e comissão, uma estrutura administrativa para isso, e o gabinete de liderança.
Rejeição
A eleição presidencial de 2026 tende a ser definida mais pelo nível de rejeição dos candidatos do que pela força de discursos ideológicos. A avaliação é do pesquisador político Emanoelton Borges, CEO da Alfa Inteligência, instituto especializado em estudos de comportamento eleitoral. De 32% a 33% do eleitorado adota o voto defensivo, optando pelo candidato considerado menos rejeitável, e não necessariamente por aquele com maior afinidade política.
1 – Desincompatibilização – até 4 de abril de 2026 ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar outro mandato eletivo precisam se afastar.
2 – Filiação – candidatas e candidatos precisam estar filiados a um partido político até 4 de abril de 2026
3 -Janela partidária – entre março a abril (datas não confirmadas) deputados federais, estaduais e distritais podem mudar de partido sem o risco de perderem o mandato















