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NOAA confirma formação do El Niño e prevê intensificação do fenômeno

Agência climática dos Estados Unidos confirmou a formação do fenômeno, com 63% de chance de se tornar um evento muito forte entre o fim de 2026 e o início de 2027


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 11/06/2026 - 14:55

NOAA confirma formação do El Niño e prevê intensificação do fenômeno - Foto: Reprodução/NASA/ND
NOAA confirma formação do El Niño e prevê intensificação do fenômeno - Foto: Reprodução/NASA/ND

O Serviço Nacional de Meteorologia da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou nesta quinta-feira (11) a formação do El Niño no Pacífico tropical. O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, deve se intensificar nos próximos meses.

Segundo o comunicado oficial da agência, o El Niño já está estabelecido e deve evoluir para um nível moderado ou forte durante o outono do hemisfério Norte, que corresponde à primavera no Brasil. A previsão é de que a primavera brasileira, que começa no final de setembro, seja particularmente afetada.

A NOAA estima 63% de probabilidade de que o fenômeno atinja o patamar de “muito forte” entre o final de 2026 e o início de 2027. Especialistas da agência afirmam que, caso as projeções se confirmem, o El Niño poderá rivalizar com alguns dos eventos climáticos mais intensos observados desde 1950.

O que é o El Niño

O El Niño ocorre quando a temperatura da superfície do mar no Pacífico equatorial fica 0,5°C acima da média por vários meses consecutivos. A NOAA também monitora a atmosfera sobre essa região em busca de um padrão chamado Circulação de Walker, um fluxo de ar de leste para oeste impulsionado por diferenças de temperatura e pressão entre os oceanos quentes do oeste e os frios do leste.

Quando a Circulação de Walker se desfaz e a água mais quente se desloca para leste, em direção à América do Sul, o El Niño é oficialmente declarado. A agência adotou oficialmente, em fevereiro de 2026, o Índice Oceânico Niño Relativo (RONI) para monitoramento, um método mais confiável para identificar eventos de El Niño e La Niña.

Impactos no Brasil

Para o Brasil, os efeitos do El Niño seguem um padrão bem definido. O fenômeno costuma provocar:

  • aumento da chuva na região Sul, com risco de enchentes e deslizamentos
  • redução das chuvas no Norte e Nordeste, elevando o risco de seca
  • elevação das temperaturas no Centro-Norte do país

O episódio mais recente de El Niño, registrado em 2023 e 2024, foi responsável pela maior enchente da história do Rio Grande do Sul, em maio de 2024. Na ocasião, o fenômeno contribuiu para volumes de chuva recorde que afetaram milhões de pessoas e causaram prejuízos bilionários.

Monitoramento contínuo

O Centro de Previsão Climática da NOAA continuará acompanhando a evolução do fenômeno. Os modelos climáticos indicam que o El Niño deve persistir pelo menos até o verão de 2026-2027 no hemisfério Norte.

A confirmação antecipada do fenômeno permite que governos, defesas civis e setores produtivos se preparem para os impactos esperados. Especialistas recomendam que as regiões Sul, Norte e Nordeste reforcem seus planos de contingência para enfrentar os extremos climáticos associados ao El Niño.

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