O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou nesta sexta-feira (12) que a Amazônia brasileira está sob domínio de facções criminosas nacionais e estrangeiras. A declaração foi dada em entrevista durante participação na Rádio Som Maior, em Criciúma, Santa Catarina.
Caiado usou a segurança pública como eixo da entrevista, que durou cerca de 40 minutos. Ao tratar da Amazônia, disse que a região passou a concentrar atividades ligadas ao tráfico de drogas, contrabando de madeira e mineração ilegal.
“Algo que choca é o domínio da Amazônia brasileira. Hoje ela é 100% sob o domínio do Comando Vermelho, do PCC e de facções colombianas, venezuelanas e mexicanas. Ali, eles têm todo o comando da droga, contrabando de madeira, a parte toda de mineração”, declarou.
A fala eleva o tom do discurso de Caiado na pré-campanha presidencial. O pré-candidato tem buscado nacionalizar sua imagem a partir da área de segurança pública, marca que costuma associar ao período em que governou Goiás.
Na entrevista, ele também afirmou que a Amazônia se transformou em “um grande hub” da cocaína, indicando que a região tornou-se um ponto central de conexão e distribuição.
Segundo Caiado, a região teria passado a funcionar como polo de escoamento da droga para outros países. A afirmação dialoga com relatórios que apontam o avanço de facções e o uso da Amazônia em rotas internacionais, mas a declaração de domínio total é uma avaliação política do pré-candidato.
Caiado também defendeu que a primeira resposta de um eventual governo seu seria a reestruturação do sistema prisional. Para ele, presídios sem controle adequado alimentam a organização das facções.
“Seria meu primeiro grande passo, para que governadores tivessem essa condição de poder reestruturar, montar com esses projetos modernos, ágeis, que você instala centenas de celas numa rapidez ímpar e, ao mesmo tempo, tem um sistema extremamente seguro na condição de promover o isolamento total, conter rebeliões e dar segurança para os policiais que lá estão”, afirmou.
O pré-candidato classificou as penitenciárias como centro de comando do crime organizado. “Ela é a grande universidade do crime, o grande bunker, o grande escritório”, disse.















