O prefeito Sandro Mabel afirmou, nesta quarta-feira (8/7), que os investimentos da Prefeitura em Campinas e em outras regiões de Goiânia serão definidos a partir de um cruzamento entre crescimento populacional, habitação, saúde, educação e sistema viário. A declaração foi dada durante a programação dos 216 anos de Campinas, quando houve a transferência simbólica da sede do Executivo Municipal para o bairro.
O principal anúncio para Campinas é a construção de uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com investimento previsto de aproximadamente R$ 26,5 milhões. A unidade será de Porte III, com capacidade para cerca de 450 atendimentos por dia. Segundo a Prefeitura, as obras devem começar no segundo semestre deste ano.
Na coletiva, Mabel disse que a gestão passou a cobrar dos empreendedores responsáveis por novos conjuntos habitacionais participação na estruturação dos bairros. O prefeito citou projetos de Habitação de Interesse Social, com previsão de cerca de 22 mil apartamentos em áreas mais periféricas da cidade, e afirmou que a entrega de moradias precisa vir acompanhada de escolas, unidades de saúde e estrutura viária.
“Entrega o prédio, mil apartamentos, 3.500 pessoas. Tem 350 crianças de zero a cinco anos e mais 350 de seis a dez anos. Essas coisas não podem ser vistas depois que aconteceu. Nós temos que andar antes”, afirmou.
Segundo Mabel, a Prefeitura tem priorizado ampliações pontuais em unidades já existentes quando a demanda não exige uma nova escola ou um novo CMEI. Ele citou a construção de quase 130 salas de aula como exemplo dessa estratégia.
“Você vai lá no Itaipu e faltavam duas salas de aula. Não faltava um CMEI com seis ou oito salas. Precisava de duas a mais. Então nós colocamos duas no CMEI, porque cabe. É o mesmo diretor, o mesmo porteiro, a mesma estrutura. Eu só vou colocar mais servidores”, disse.
O prefeito chamou a estratégia de “administração cirúrgica”. A expressão foi usada para defender intervenções localizadas, com menor custo e maior capacidade de resposta. “Nós olhamos cirurgicamente o que tem que fazer para cada coisa”, afirmou.
Na saúde, Mabel disse que a Prefeitura avalia a implantação de 20 a 30 novas Unidades Básicas de Saúde, cada uma com cinco equipes de Saúde da Família. Segundo ele, os locais estão sendo definidos a partir de distância, população atendida e previsão de crescimento urbano.
O prefeito também afirmou que Goiânia não precisa ampliar indefinidamente o número de UPAs. Para ele, a sobrecarga dessas unidades ocorre porque a atenção básica ainda não absorve adequadamente a demanda.
“Eu não consigo colocar uma UPA em cada lugar. Goiânia é cidade de dez UPAs. Não precisa mais de dez. Hoje as UPAs são sobrecarregadas porque as unidades de saúde não são boas. Então o pessoal vai para a UPA”, declarou.
Mabel disse ainda que 85% dos pacientes que procuram as UPAs são classificados como ficha azul ou verde, casos de menor gravidade que poderiam ser resolvidos em unidades básicas. A aposta da gestão, segundo ele, é fortalecer o atendimento mais próximo da população.
O prefeito também citou a ampliação do atendimento pediátrico. Segundo ele, o serviço, antes mais concentrado em Campinas, foi levado para outras unidades, com funcionamento sete dias por semana e 24 horas por dia.
Além da saúde e da educação, Mabel vinculou os investimentos em Campinas a uma estratégia de adensamento planejado. Ele disse que o bairro perdeu moradores, mas ainda concentra infraestrutura instalada, como água, energia, internet, fibra óptica, serviços e corredores viários.
“Quando eu falo que vamos adensar Campinas, alguém fala: vamos adensar Campinas? Sim, porque está ficando vazia. E mais: ela tem toda a infraestrutura”, afirmou.
Entre janeiro de 2025 e julho de 2026, a Prefeitura informa ter executado no bairro intervenções de mobilidade, iluminação, zeladoria e infraestrutura urbana. A lista inclui reordenamento viário, terceira faixa em trechos estratégicos, bolsões de estacionamento, Onda Verde na Avenida 24 de Outubro e entrega do novo Terminal da Praça A.
A gestão também cita a modernização da iluminação pública pelo programa Brilha Goiânia, a revitalização da Praça Coronel Joaquim Lúcio, a reforma da Praça do Ginásio, novo paisagismo na Praça da Igreja Matriz e melhorias no Parque Campininha das Flores.
Durante a solenidade, Mabel disse que Campinas integra um plano mais amplo de recuperação da cidade. “Nós temos um plano arrojado para Campinas. Por isso, reformamos o tradicional ginásio de esportes, organizamos o comércio e o trânsito, modernizamos a iluminação, trouxemos asfalto novo e revitalizamos o Parque Campininha das Flores”, afirmou.














