Goiás aparece entre os estados brasileiros onde o etanol apresentou maior competitividade em relação à gasolina em maio deste ano. De acordo com levantamento da consultoria DATAGRO, o estado registrou taxa de substituição de 57,6%, ficando atrás apenas de Mato Grosso, com 66,8%, e de São Paulo, com 60,8%. Foram os únicos estados do país a superar a marca de 50%, indicando maior vantagem econômica para o consumo do biocombustível.
Os dados evidenciam que a competitividade do etanol não é homogênea em todo o Brasil. Segundo a DATAGRO, fatores como a concentração de usinas, a logística de distribuição e a proximidade das unidades produtoras influenciam diretamente o preço final pago pelo consumidor, tornando o combustível mais atrativo em determinadas regiões.
No caso de Goiás, o desempenho é atribuído, principalmente, ao fortalecimento da cadeia produtiva de biocombustíveis e à expansão do etanol de milho, segmento que vem ganhando espaço no estado nos últimos anos. O mesmo movimento também é observado em Mato Grosso, enquanto São Paulo mantém sua posição de destaque por concentrar a maior produção sucroenergética do país, além de reunir um amplo mercado consumidor e tradição no uso do etanol.
Na avaliação da consultoria, a maior competitividade do etanol nessas regiões representa oportunidades para toda a cadeia do setor, desde produtores até distribuidores e revendedores. Onde o biocombustível apresenta preços mais vantajosos em relação à gasolina, há maior potencial de crescimento do mercado, aumento da demanda e fortalecimento da bioenergia como alternativa para o abastecimento de veículos.
O levantamento reforça ainda a importância de estados como Goiás na expansão da matriz energética renovável do país, impulsionada tanto pela produção de etanol de cana-de-açúcar quanto pelo avanço das usinas de etanol de milho, que ampliam a oferta do combustível e contribuem para a competitividade do setor.














