O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, elevou o tom contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao usar o caso Banco Master como munição na disputa pelo eleitorado de direita. Em vídeo publicado nas redes sociais, Caiado associou o senador ao banqueiro Daniel Vorcaro e tentou se colocar como alternativa ao bolsonarismo na corrida ao Palácio do Planalto.
Sem citar Flávio nominalmente, Caiado fez uma comparação entre os desgastes que cercam seus adversários. “Um está no Master, o outro está no INSS. Quem é o candidato que está brigando pelo interesse do cidadão?”, afirmou.
O alvo principal é Flávio. A referência ao Master remete ao episódio revelado em maio, quando vieram a público áudios e mensagens sobre tratativas entre o senador e Daniel Vorcaro para o financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio confirmou que buscou patrocínio para a produção, mas afirmou se tratar de uma negociação privada, sem uso de recursos públicos.
Caiado tenta transformar o caso em flanco eleitoral. A aposta é colar Flávio Bolsonaro ao escândalo do Banco Master e questionar sua autoridade para se apresentar como candidato da direita na sucessão presidencial.
A menção ao INSS aparece como contraste com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não desloca o foco da investida. O centro da mensagem é Flávio. Caiado quer dizer ao eleitor conservador que o senador também carrega desgaste.
Depois de citar o Master, o ex-governador voltou ao tema que tenta transformar em marca nacional: segurança pública. “Vocês acham que Caiado e Kassab chegando lá, com a mão pesada que eu tenho, bandido vai mandar em um palmo de terra no território brasileiro?”, disse.
Na sequência, Caiado associou sua pré-candidatura à experiência de governo em Goiás. “Cinquenta milhões de brasileiros vivem escravizados pelo PCC e pelo Comando Vermelho. Goiás é o estado mais seguro do Brasil e é assim que se constrói um país”, afirmou.
A publicação foi acompanhada de legenda no mesmo tom: “Enquanto uns colecionam escândalos, a gente tem uma história de resultados. O Brasil precisa de coragem pra enfrentar o que está errado.”















