Depois de meses pressionando o orçamento das famílias, os alimentos finalmente deram uma trégua. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o grupo de alimentos e bebidas registrou deflação de 0,24% em junho, revertendo a alta de 1,33% observada em maio e contribuindo para desacelerar a inflação oficial do país.
O resultado também influenciou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil. Em junho, o indicador ficou em 0,16%, uma redução de 0,42 ponto percentual em relação aos 0,58% registrados no mês anterior.
No acumulado do ano, a inflação chega a 3,36%. Já nos últimos 12 meses, o índice soma alta de 4,64%, abaixo dos 4,72% registrados no período encerrado em maio.
O principal alívio veio da alimentação consumida dentro de casa. Diversos produtos apresentaram queda de preços ao longo de junho, ajudando a reduzir o impacto das despesas com supermercados no orçamento das famílias.
As refeições feitas fora de casa também ficaram mais baratas. O movimento reforça a tendência de desaceleração dos custos com alimentação, um dos grupos que mais pesam na inflação e têm impacto direto sobre o poder de compra da população.
Apesar do recuo registrado em junho, especialistas alertam que o comportamento dos preços dos alimentos continua sujeito a fatores como condições climáticas, custos de produção, oferta agrícola e oscilações do mercado internacional. Ainda assim, o resultado representa um sinal positivo para consumidores, especialmente após uma sequência de meses de forte pressão sobre os preços.
A desaceleração da inflação dos alimentos também contribui para reduzir o ritmo de crescimento do custo de vida e pode favorecer um ambiente mais estável para o consumo nos próximos meses.














