O futuro da mineração de minerais críticos em Goiás passou pelo centro do debate entre empresários e representantes do Governo do Estado nesta quarta-feira (8), durante encontro promovido pela Câmara Setorial da Mineração (Casmin), da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg). A reunião, realizada na Casa da Indústria, buscou aproximar o setor produtivo do poder público para discutir os desafios da nova legislação e criar um ambiente mais favorável à atração de investimentos.
A pauta principal foi o decreto que regulamenta a Lei nº 23.597/2025 e estabelece as regras para a exploração de minerais considerados estratégicos para segmentos como tecnologia, transição energética e indústria de alta complexidade.
Representando a Autoridade Estadual de Minerais Críticos (Amic/GO), o secretário-adjunto Alessandro Melo destacou que o objetivo do governo é estimular a industrialização da cadeia mineral e ampliar a geração de valor dentro do próprio estado.
Segundo ele, esse processo depende da construção conjunta entre o poder público e a iniciativa privada. “Precisamos construir esse caminho com o setor produtivo, mantendo diálogo permanente e interação para desenvolver essa cadeia”, afirmou.
O secretário da Casa Civil de Goiás, Bruno Belém, reforçou que a aproximação com o setor empresarial faz parte da estratégia do governo para consolidar uma política voltada ao desenvolvimento da mineração no estado. De acordo com ele, o diálogo permite aperfeiçoar a legislação e criar condições para novos investimentos.
Durante o encontro, empresários aproveitaram o espaço para apresentar preocupações relacionadas ao ambiente de negócios. Entre os principais pontos levantados estiveram o excesso de burocracia, a demora nos processos de licenciamento, os custos da atividade mineral e a necessidade de ampliar a infraestrutura para tornar Goiás mais competitivo.
O presidente da Casmin, Itair Nunes, defendeu uma atuação integrada entre indústria e governo para transformar o estado em referência na produção de minerais críticos. “A união entre setor público e iniciativa privada pode criar um ecossistema capaz de atrair investimentos e fortalecer a indústria de minerais críticos em Goiás”, afirmou.
Na mesma linha, o presidente do Sindicato da Indústria da Mineração do Estado de Goiás e Distrito Federal (Minde), Luiz Antônio Vessani, ressaltou que políticas públicas eficientes dependem da participação ativa do setor produtivo. Segundo ele, ouvir quem atua diariamente na atividade mineral é fundamental para evitar entraves regulatórios e construir normas compatíveis com a realidade da indústria.
Além das questões relacionadas ao licenciamento ambiental e à burocracia, os participantes discutiram mecanismos para estimular o mercado consumidor, ampliar incentivos, melhorar a infraestrutura logística e criar instrumentos que impulsionem novos empreendimentos.
Bruno Belém reconheceu que a mineração está submetida a uma legislação complexa, mas afirmou que o Governo de Goiás pretende atuar como indutor do desenvolvimento do setor, colaborando para destravar processos e incentivar novos investimentos.
Ao final do encontro, representantes da indústria reforçaram que pretendem manter o diálogo com o Estado durante a implementação do novo marco regulatório, com o objetivo de construir uma legislação capaz de estimular o crescimento sustentável da cadeia de minerais críticos em Goiás.














