O MDB marcou para 5 de agosto a convenção que oficializará a candidatura do governador Daniel Vilela à reeleição em Goiás. O encontro será realizado no Centro de Convenções de Goiânia e deve concentrar as últimas definições da chapa governista, entre elas a escolha do candidato a vice.
A data não foi escolhida por acaso. Trata-se do último dia permitido pela legislação para a realização das convenções partidárias. Segundo o calendário do Tribunal Superior Eleitoral, as legendas têm de 20 de julho a 5 de agosto para aprovar candidaturas e coligações.
A articulação da base é para transformar a convenção do MDB em um ato conjunto, com a presença das siglas que sustentam o projeto de reeleição de Daniel. A participação dos demais partidos no mesmo evento, porém, ainda depende das decisões internas e das regras de cada legenda.
A principal pendência está na vice. A vaga deverá ficar com o PSD, partido do ex-governador Ronaldo Caiado, mas ainda não há consenso sobre o escolhido. Estão no páreo o ex-secretário Adriano da Rocha Lima, o ex-senador Luiz do Carmo e o ex-deputado federal Zé Mário Schreiner.
A convenção também deverá definir como a base chegará à disputa pelas duas vagas ao Senado. O grupo governista ainda reúne quatro pré-candidaturas: Gracinha Caiado, do União Brasil; Vanderlan Cardoso, do PSD; Zacharias Calil, do MDB; e Gustavo Mendanha, do PRD.
O primeiro movimento de redução ocorreu com Alexandre Baldy. O ex-ministro desistiu da candidatura pelo PP e passou a ocupar a primeira suplência na chapa de Gracinha. A mudança retirou um nome da disputa, mas não resolveu o excesso de candidaturas dentro do grupo.
Gracinha, no entanto, já indicou que não pretende esperar por um novo afunilamento. Em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey, colunista Tribuna do Planalto, afirmou que chegou a defender apenas duas candidaturas, mas considera que o debate foi superado. “Acho que não cabe mais essa discussão. Todos são candidatos”, disse. O encontro de 5 de agosto, portanto, oficializará Daniel Vilela, mas terá como principal teste a capacidade da base de encerrar as disputas internas. Até lá, vice e Senado continuarão como as duas peças abertas da chapa governista.














