O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) reagiu à carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no sábado (11/7) e transformou o documento em um ataque direto à autonomia política do adversário. Para o goiano, a manifestação reforça a imagem de uma candidatura dependente do aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Flávio Bolsonaro, 45 anos, leu uma carta do pai ao vivo pra dizer que tá pronto pra ser presidente. É isso…”, escreveu Caiado nas redes sociais. Em seguida, afirmou que uma disputa pelo Palácio do Planalto exige capacidade de decidir sem consultar outra liderança.
“O eleitor não quer um presidente que precise de aval constante de outra liderança; quer alguém capaz de conduzir o país por conta própria. Pense numa crise envolvendo Venezuela, Bolívia ou Argentina. Nesse momento, ninguém pode ter dúvida sobre quem manda, muito menos imaginar que o presidente precisa primeiro ouvir alguém antes de agir”, declarou.
Caiado afirmou ainda que o contraste entre autonomia e dependência pode se tornar um dos eixos da eleição presidencial. “Liderança não se herda, se demonstra”, completou.
A reação abre uma nova frente no embate entre Caiado e Flávio pelo eleitorado de direita. O ex-governador tenta colocar em dúvida a capacidade do senador de construir uma candidatura própria, sem depender permanentemente da transferência do capital político do pai.
Flávio divulgou a carta após visitar Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar. No texto, o ex-presidente reafirma o apoio à pré-candidatura do filho, apresenta o senador como seu porta-voz e pede que aliados deixem divergências de lado para se engajarem na campanha.
“O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro”, diz o documento. Bolsonaro também define o filho como a “melhor opção” e afirma confiar nele para “resgatar o Brasil”.














