O vereador Wellington Bessa (Mobiliza) pretende conversar com o prefeito Sandro Mabel (UB) sobre a possibilidade de deixar a liderança do Paço Municipal na Câmara de Goiânia. Pré-candidato a deputado estadual, ele afirma que a disputa eleitoral de 2026 passou a pesar na avaliação sobre sua permanência na função.
Em declaração à coluna Giro, do jornal O Popular, nesta segunda-feira (13/7), Bessa disse que ainda não tomou uma decisão. O vereador afirma que pretende alinhar com Mabel quais matérias devem tramitar na Câmara e quais serão as demandas do Executivo no Legislativo antes de definir se segue ou não na liderança.
“Antes de tomar qualquer decisão, de permanecer ou sair da liderança, eu vou conversar com ele”, afirmou Bessa. Segundo o parlamentar, a conversa com o prefeito será necessária para medir se há condições políticas e práticas de conciliar a liderança do governo com a pré-campanha.
Bessa assumiu a liderança do Paço há cerca de dez meses, em um período de ruídos entre a Prefeitura e a Câmara. Desde então, passou a atuar como principal interlocutor da gestão Mabel junto aos vereadores.
Ao avaliar o período, o vereador disse que vê melhora no ambiente político. “A gente conseguiu dar uma tranquilizada. O clima está um pouco diferente”, afirmou. Ele também citou a parceria com os colegas como um dos fatores que ajudaram a reorganizar a base.
A leitura de Bessa encontra eco dentro do Paço. Em entrevista à Tribuna do Planalto, concedida no começo do mês de julho, a secretária de Governo, Sabrina Garcez, responsável pela articulação política, elogiou a atuação do vereador na liderança e atribuiu a ele parte da melhora no diálogo entre Executivo e Legislativo.
“O Bessa tem uma característica na sua liderança que é muito importante, que é conseguir realmente trazer para o Paço aquelas demandas dos vereadores”, disse Sabrina. Segundo ela, o processo de diálogo com a Câmara “melhorou demais” a partir da atuação do líder.
Sabrina também afirmou que a Prefeitura conseguiu estabelecer, nos últimos seis meses, “um trabalho de cooperação” com a Câmara. A secretária tem apontado que a base de Mabel hoje oscila entre 25 e 27 vereadores, embora admita que o tamanho do apoio pode variar conforme o projeto.













