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Comurg cria programa para barrar influência política em período eleitoral em Goiânia

Resolução proíbe uso da estrutura da empresa para fins partidários e prevê punições para coação de servidores; medida vale para todas as eleições


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 16/07/2026 - 17:02

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Comurg cria programa para barrar influência política em período eleitoral em Goiânia

A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) instituiu o Programa de Integridade Eleitoral, com o objetivo de garantir a liberdade de voto dos empregados e impedir o uso da estrutura da empresa para fins político-partidários durante o período eleitoral. O programa foi apresentado nesta quinta-feira (16) pelo presidente da Comurg, Cleber Aparecido Santos, a diretores, gerentes, coordenadores e supervisores.

As normas foram publicadas na Resolução nº 14/2026, assinada pela Diretoria Executiva, com ciência do Conselho de Administração. As regras valem para todas as eleições e poderão ser atualizadas conforme mudanças na legislação eleitoral.

Segundo a Comurg, o programa estabelece que escalas de trabalho, folgas, lotações e avaliações de servidores não poderão ser condicionadas a apoio político. A resolução também prevê que a coação de colegas ou subordinados em relação ao voto será considerada falta grave, sujeita a punições que podem incluir a perda de função.

A medida também proíbe a utilização de recursos humanos, materiais, equipamentos e veículos da empresa para atividades político-partidárias ou para beneficiar candidatos, partidos ou coligações. A resolução veda ainda a realização de eventos com finalidade político-partidária nas dependências da Comurg.

A iniciativa é adotada na primeira eleição após a posse do prefeito Sandro Mabel. Segundo a empresa, o objetivo é reforçar a integridade institucional e evitar o uso da estrutura da companhia para influenciar o processo eleitoral.

O Código Eleitoral brasileiro (Lei nº 4.737/1965) e a Lei nº 9.504/1997 proíbem a utilização de bens, serviços e servidores públicos para beneficiar candidatos ou partidos políticos. Servidores que se sentirem coagidos ou que testemunharem irregularidades podem denunciar ao Ministério Público Eleitoral, ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO) ou à Ouvidoria da Comurg. As denúncias podem ser anônimas e são apuradas pelas autoridades competentes.

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Redação Tribuna do Planalto

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