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Polícia Civil faz operação contra grupo que planejava ações violentas em Brasília durante eleições de 2026

Investigação aponta discussões sobre invasão de prédios públicos, recrutamento interestadual e compartilhamento de manuais para fabricação de explosivos; oito pessoas são alvo de mandados


Arthur Oliveira Por Arthur Oliveira em 04/08/2026 - 10:54

Polícia Civil faz operação contra grupo que planejava ações violentas em Brasília durante eleições de 2026

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), a Operação Rede Interrompida, que tem como alvo um grupo investigado por planejar ações violentas em Brasília durante o período das eleições de 2026. Ao todo, oito pessoas, com idades entre 19 e 31 anos, foram alvo de mandados judiciais cumpridos nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

A operação é coordenada pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV) e conta com o apoio das Polícias Civis dos estados envolvidos, além do Ciberlab, laboratório de inteligência cibernética vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

As investigações tiveram início após a Polícia Civil receber um relatório técnico elaborado pelo Ciberlab, que identificou comunicações suspeitas em ambientes virtuais. A partir das informações, foi instaurado um inquérito policial para aprofundar a apuração.

Segundo a PCDF, as mensagens analisadas faziam referências frequentes a Brasília como destino de uma mobilização prevista para o período eleitoral de 2026. Entre os conteúdos identificados estavam discussões sobre invasão de edificações públicas, escolha de possíveis alvos, recrutamento de integrantes em diferentes estados, planejamento tático, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios localizados na região central da capital federal.

Os investigadores também identificaram o compartilhamento de manuais com orientações para a fabricação de artefatos explosivos, o que motivou o cumprimento das medidas cautelares para preservação de provas e apreensão de equipamentos eletrônicos.

De acordo com a Polícia Civil, a operação busca reunir elementos que permitam identificar possíveis conexões entre os investigados, além de esclarecer o grau de organização do grupo e o estágio de desenvolvimento das ações discutidas.

Neste momento, a investigação apura, em tese, os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e infrações previstas na legislação antirracismo. A corporação ressalta, porém, que os fatos não estão sendo enquadrados, por ora, na Lei de Terrorismo.

A responsabilização individual dos investigados dependerá da análise pericial dos materiais apreendidos durante a operação e da conclusão do inquérito policial, que segue sob sigilo. Segundo a PCDF, as investigações continuarão para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer todas as circunstâncias relacionadas ao caso.

Arthur Oliveira

Estagiário sob supervisão de Andréia Bahia

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