Candidato a deputado federal, Matheus Mayer Milanez é alvo de três denúncias de violência. Vítima relatou agressões em dezembro e junho e relatou um terceiro episódio em agosto.
A Justiça do Distrito Federal concedeu medida protetiva de urgência contra o advogado Matheus Mayer Milanez, acusado de agredir a ex-esposa durante a gestação. O caso corre em segredo de Justiça. A decisão foi proferida na quarta-feira (12) pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
Milanez ficou conhecido nacionalmente por atuar na defesa do general Augusto Heleno no julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal. Ele também é candidato a deputado federal pelo Republicanos no Distrito Federal nas eleições de 2026.
A vítima relatou à Justiça três episódios de violência física. O primeiro ocorreu em dezembro de 2025, quando ela estava na décima semana de gestação. As agressões teriam sido presenciadas por uma amiga. O segundo caso aconteceu em 13 de junho de 2026. O terceiro foi em 2 de agosto, quando o advogado a teria empurrado e obrigado a sair de casa.
O juiz determinou que Milanez mantenha distância mínima de 300 metros da vítima. Ele também está proibido de manter qualquer tipo de contato com ela por telefone, WhatsApp, redes sociais ou e-mail. A decisão ressalta que o descumprimento das medidas pode levar à prisão preventiva.
O magistrado destacou que a palavra da vítima tem grande relevância nesta fase processual. Os pedidos de alimentos provisórios e suspensão de procurações foram indeferidos por falta de provas materiais preliminares.
A defesa de Milanez afirmou que o advogado ainda não teve acesso ao inquérito. Procurado por outros veículos, ele não se manifestou até a publicação. O escritório que representa a vítima disse que a mulher não queria tornar o caso público, mas a exposição exigiu um posicionamento.
Mulheres em situação de violência doméstica podem solicitar medidas protetivas em qualquer delegacia de polícia ou diretamente no Juizado de Violência Doméstica. A denúncia pode ser feita de forma anônima pelo Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou pelo Disque 100 (Direitos Humanos). Em caso de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.
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