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Wilder assina pedido de impeachment de Alexandre de Moraes no Senado

Candidato do PL ao Governo de Goiás cobra afastamento do ministro após divulgação de documentos da PF sobre contatos com Daniel Vorcaro


Domingos Ketelbey Por Domingos Ketelbey em 01/09/2026 - 20:49

Wilder Morais

O senador e candidato ao Governo de Goiás Wilder Morais (PL) informou nesta terça-feira (1º) que assinou um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A adesão ocorreu no mesmo dia em que vieram a público documentos da Polícia Federal relacionados ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O material integra a Petição 16.662, cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça. O procedimento reúne dados obtidos pela PF durante a Operação Compliance Zero, entre eles conversas encontradas no celular de Vorcaro atribuídas a um contato identificado como Alexandre de Moraes. Mendonça decidiu que os novos elementos deverão ser analisados pelo plenário do Supremo.

Entre os documentos está um contrato de R$ 131 milhões firmado pelo Banco Master com o escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. A análise dos metadados feita pela PF apontou que a última alteração do arquivo, em janeiro de 2024, estava associada a um usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”.

O registro, isoladamente, não comprova quem efetivamente alterou o documento nem eventual participação do ministro na contratação.

Wilder sustenta que os fatos justificam o afastamento de Moraes enquanto o caso é esclarecido.

“Ele precisa se afastar ou ser afastado”, afirmou o senador, ao anunciar a assinatura do pedido de impeachment.

O parlamentar também cobrou uma resposta do Senado e afirmou que Moraes deve prestar esclarecimentos sobre sua relação com Vorcaro e sobre o contrato envolvendo o escritório da mulher.

Apesar da ofensiva política, Moraes não foi formalmente incluído como investigado na Petição 16.662. A PF também ressalvou que não realizou diligências investigativas contra magistrados e não concluiu que o ministro tenha cometido crime, interferido nas apurações ou atendido a pedidos de Vorcaro.

Segundo a assessoria de Wilder, o senador aderiu a um pedido atribuído à senadora Damares Alves (Republicanos-DF). A parlamentar havia anunciado no plenário do Senado que apresentaria uma denúncia por crime de responsabilidade contra Moraes após a divulgação do material.

A apresentação de um pedido, no entanto, não significa a abertura automática do processo. No caso de ministros do STF, a denúncia tramita no próprio Senado. O presidente da Casa despacha o documento, que passa por análise técnica antes de eventual deliberação. Atualmente, a Presidência é ocupada por Davi Alcolumbre (União-AP).

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