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Carro elétrico da GAC será montado em Goiás para reduzir imposto de importação

Aion UT começará a ser produzido em Catalão com peças enviadas da China e poderá custar entre R$ 140 mil e R$ 160 mil


Por Carlos Nathan Sampaio em 30/09/2026 - 10:23

Carro elétrico da GAC será montado em Goiás para reduzir imposto de importação
(Foto: Divulgação)

O hatch, carro elétrico Aion UT, da montadora chinesa GAC, será montado em Goiás por meio de uma parceria com a brasileira HPE Automotores. A produção deverá começar entre o fim de 2026 e o início de 2027, na fábrica localizada em Catalão, no sudeste goiano.

Inicialmente, o veículo será produzido no regime conhecido como SKD. Nesse modelo, conjuntos de peças semidesmontadas serão enviados da China e finalizados no Brasil. A estratégia deverá reduzir a incidência do imposto de importação e tornar o carro mais competitivo no mercado nacional.

As primeiras unidades serão de pré-série, destinadas a testes da linha de montagem e ao treinamento dos funcionários. O planejamento prevê que o Aion UT tenha uma linha própria, independente da utilizada pela Mitsubishi na mesma unidade industrial.

A expectativa é que o processo de produção seja nacionalizado gradualmente no período aproximado de um ano. A fabricação local poderá ampliar a oferta do modelo no país e ajudar a GAC a disputar espaço com outros veículos elétricos compactos, como o BYD Dolphin e o Geely EX2.

O preço estimado do Aion UT no Brasil varia de R$ 140 mil a R$ 160 mil. Os valores definitivos, no entanto, ainda dependerão da configuração oferecida no mercado nacional e das condições de produção.

Além do hatch elétrico, a parceria entre a GAC e a HPE pode incluir futuramente a montagem de um automóvel híbrido. Uma das possibilidades mencionadas é a versão híbrida plug-in do novo GS4, que compartilha elementos da carroceria com o Aion V. O GS3 também aparece entre os modelos que poderão ser avaliados para produção no país.

A intenção da empresa é formar um portfólio com veículos elétricos e híbridos, além de estudar versões com tecnologia flex adaptadas ao mercado brasileiro. Ainda não foram divulgadas informações sobre o volume de produção previsto nem sobre a quantidade de empregos que poderá ser criada em Catalão com a chegada da nova linha.

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