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Em Goiânia, Boulos minimiza apoio de Daniel a Flávio Bolsonaro

Ministro atribui escolha do governador à lealdade a Caiado e aposta na recuperação do eleitorado de Lula


Domingos Ketelbey Por Domingos Ketelbey em 15/10/2026 - 08:51

Guilherme Boulos em Goiânia (Foto: Divulgação)

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), minimizou nesta quarta-feira (14), em Goiânia, o apoio do governador Daniel Vilela (MDB) ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Planalto. Para ele, a decisão está ligada à relação do emedebista com o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD).

“Eu acho que ele fez isso pela lealdade a Caiado. Nem sei se é a posição dele”, afirmou durante entrevista coletiva. Boulos esteve na capital para participar de uma manifestação pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com concentração na Praça Universitária.

Ao comentar a aliança, o ministro sustentou que o peso das lideranças políticas não determina a escolha dos eleitores. Sua avaliação é que a campanha precisa convencer a população de que a disputa presidencial terá consequências sobre direitos e condições de vida.

A fala procura relativizar a vantagem de Flávio na composição de apoios. Boulos, porém, reconheceu que o resultado do primeiro turno exige uma resposta da campanha governista e admitiu que a segunda etapa será apertada. “Ninguém achou que ia ganhar de lavada”, disse.

Recado das urnas

Boulos afirmou que a campanha de Lula compreendeu a cobrança por mudanças e precisa responder a ela. Ao mesmo tempo, criticou o comportamento de Flávio depois do primeiro turno, citando declarações sobre mudanças na Constituição e discussões sobre a composição de um eventual governo.

Na avaliação do ministro, o adversário passou a agir como se a eleição estivesse resolvida. Boulos contrapôs essa postura ao reconhecimento, pelo campo governista, de que Lula terminou a primeira etapa atrás do senador e precisa ampliar seu apoio.

Questionado sobre a perda de votos do presidente em Goiás na comparação com 2022, o ministro afirmou acreditar que a campanha poderá recuperar o terreno perdido e superar o desempenho anterior. Trata-se de uma aposta política de Boulos, que vinculou essa recuperação à discussão sobre aposentadorias, benefícios sociais e direitos trabalhistas.

Depois da concentração na Praça Universitária, os manifestantes seguiram pela Avenida Universitária até a Praça Cívica. O ato deu continuidade às mobilizações realizadas em Goiânia desde o início do segundo turno.

 

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